quarta-feira, 29 de abril de 2015

COMBATE À DENGUE

Estamos caminhando para uma epidemia, diz diretor da Vigilância

A preocupação aumentou com a identificação de um novo tipo viral. Se antes as pessoas eram contaminadas apenas pelo tipo um, os exames sorológicos feitos em um paciente apontaram a presença do tipo quatro

 Estamos caminhando para uma epidemia, diz diretor da VigilânciaVeículos que fazem a pulverização do veneno estão circulando pela cidade desde segunda-feira - Foto: Fabiano Fracarolli

A equipe da Vigilância em Saúde de Paranavaí intensificou as ações de combate à dengue. O objetivo é evitar que a cidade enfrente nova epidemia, como ocorreu em 2013, quando mais de 10 mil pessoas tiveram a doença. A eliminação de focos de larvas e dos mosquitos adultos é crucial para conseguir esse resultado.
O diretor da Vigilância em Saúde, Randal Fadel Filho, explicou que se o avanço da dengue não for contido nos próximos 15 dias, os efeitos serão tão nocivos quanto há dois anos. “Estamos caminhando para isso”, disse. Até a tarde de ontem já eram 138 casos confirmados da doença.
A preocupação aumentou com a identificação de um novo tipo viral. Se antes as pessoas eram contaminadas apenas pelo tipo um, os exames sorológicos feitos em um paciente apontaram a presença do tipo quatro. Trata-se de um morador de Nova Aliança do Ivaí que buscou atendimento médico em Paranavaí.
Fadel Filho afirmou que um segundo tipo viral em circulação pode provocar sintomas mais graves da doença, chegando, inclusive, à dengue hemorrágica. Além disso, o mesmo mosquito pode transmitir os dois tipos de vírus, causando complicações ainda maiores aos pacientes.
COMBATE - Para evitar que o quadro seja tão desastroso ou ainda pior do que o de 2013, algumas estratégias de combate estão sendo adotadas de forma imediata. Na segunda-feira, por exemplo, três veículos que fazem a pulverização do veneno que mata os mosquitos começaram a circular pela cidade.
A orientação do diretor da Vigilância em Saúde é que os moradores abram portas e janelas de casa sempre que ouvirem o barulho do veículo se aproximando. “O veneno não é prejudicial para as pessoas ou para a natureza”, garantiu. O importante, é permitir que a pulverização tenha o efeito esperado e mate os mosquitos.
IDENTIFICAÇÃO - Outra medida que está sendo implementada envolve o trabalho das equipes de enfermagem da Secretaria de Saúde. Trata-se da intensificação dos exames de sorologia para que seja possível isolar e identificar os tipos virais. Assim, será mais fácil controlar o avanço da doença nos bairros da cidade, “melhorando o levantamento de dados”, disse Fadel Filho.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação




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