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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ÁGUA UM BEM PRECIOSO, PRECISAMOS ECONOMIZAR!


Enviado ao Youtube em 24 de nov de 2007
"CARTA 2070" Publicada na revista "Cronicas de los Tiempos" em abril de 2002. Descreve a catástrofe da humanidade pela falta de água no planeta. Música Planeta Água interpretada pela dupla Mano e Matheus.

ABASTECIMENTO

Problema na captação alterou a cor da água que abastece Paranavaí

O gerente regional da Sanepar não soube precisar quantas residências foram abastecidas com a água amarelada, mas disse que durante todo o dia recebeu ligações de moradores de diferentes regiões de Paranavaí

Moradores de Paranavaí perceberam uma coloração diferente na água distribuída pela Sanepar. O tom amarelado foi provocado pelo excesso de ferro na composição do líquido, mas, de acordo com o gerente regional da companhia, Arnaldo Giovani Rech, a partir de hoje a situação estará normalizada.
Ele explicou que o volume intenso de chuva na última sexta-feira, próximo ao Ribeirão Arara, fez com que a enxurrada arrastasse grande quantidade de terra para o manancial que abastece os reservatórios da Sanepar. A reação do ferro com o cloro, disse, interfere na coloração da água.
A dificuldade em filtrar a água antes de distribuir para toda a cidade foi porque a equipe da Sanepar não esperava se deparar com o excesso de ferro na água captada do Arara. Mesmo assim, o trabalho para solucionar o problema se estendeu por todo o final de semana. 
Mas Rech garantiu que apesar da cor diferente, não há qualquer risco para a saúde dos moradores. Ele afirmou que todo o processo de filtragem foi realizado normalmente e que a característica amarelada da água está dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
O gerente regional da Sanepar não soube precisar quantas residências foram abastecidas com a água amarelada, mas disse que durante todo o dia recebeu ligações de moradores de diferentes regiões de Paranavaí, fazendo reclamações sobre o problema.

sexta-feira, 21 de março de 2014

CANTAREIRA ATINGIRÁ ESGOTAMENTO NA COPA

Comitê anticrise lançado pelos governos estadual e federal antecipa chegada ao “volume útil” do manancial que abastece 47% da Grande São Paulo e a região de Campinas, antes prevista para agosto; Sabesp terá captar “volume morto” de reservatórios, nunca utilizado 

247 – O Sistema Cantareira deve atingir esgotamento no mês de julho, durante a Copa do Mundo no Brasil. A estimativa foi feita pelo comitê anticrise lançado pelos governos estadual e federal e antecipa chegada ao “volume útil” do manancial que manancial que abastece 47% da Grande São Paulo e a região de Campinas, antes prevista para agosto.
No último final de semana, o volume de água armazenado no Sistema Cantareira chegou a 15,2%, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A falta de chuva e o calor neste início de ano têm feito o nível do reservatório acumular recordes negativos. Desde o dia 9, o armazenamento vem caindo progressivamente, cerca de 0,1 ponto percentual por dia. A situação é a pior desde que o sistema foi criado, na década de 1970.
Diante do cenário, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) terá de captar a água do chamado "volume morto", o que corresponde a cerca de 400 bilhões de litros que ficam no fundo dos reservatórios, uma reserva estratégica nunca utilizada.
Leia aqui a matéria do Estado de S. Paulo sobre o assunto.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

TRABALHO DE PROTEÇÃO DE NASCENTES AJUDA A GARANTIR ÁGUA EM MG


Município de Extrema desenvolve o Programa Conservador das Águas.
Em áreas conservadas, a água se infiltra encharcando o solo e o subsolo.













A grande estiagem do verão no Sudeste nos últimos dias provocou a realização de uma campanha para economizar água na Grande São Paulo. Extrema, em Minas Gerais, aposta na proteção das nascentes para garantir o estoque de água. O município está ganhando fama mundial com o Programa Conservador das Águas, o projeto recebeu o prêmio da ONU de melhores práticas ambientais no planeta.
São Pedro foi mais uma vez acusado de negacear com as chuvas. Na terra, o grande vilão da vez é o conjunto de represas chamado de Sistema Cantareira, acusado de baixar o nível. O cabeça do complô seria o reservatório Jaguari, o coração do sistema que nos últimos dias mostrava as gengivas e parte dos fundos com menos de 10% da capacidade, assombrando com a falta d'água a região metropolitana de São Paulo. Mas, a responsabilidade material seria do Rio Jaguari, que corre na divisa entre São Paulo e o sul de Minas, e é principal alimentador do sistema. Ele é bebido inteirinho pela população paulistana.
O Rio Jaguari é caudaloso na época de chuva e verte por toda cortina de pedra. Nos picos de cheia alcança uma vazão de até 200 mil litros por segundo. A vazão média do rio é de 22 mil litros por segundo. Em um dia nessa semana a vazão foi de 1.350 litros, quando o Jaguari contribuiu com o Sistema Cantareira com apenas 6% do que costuma levar. O Rio Jaguari é abastecido pela água que vem das nascentes. O Sistema Cantareira conta com aproximadamente dez mil nascentes.
O Rio Jaguari engrossa e ganha corpo na divisa paulista de Joanópolis com Extrema, no extremo sul de Minas. O município está ganhando fama mundial com o Programa Conservador das Águas, um projeto de proteção de nascentes que, entre tantos prêmios, levou o troféu da ONU de melhores práticas ambientais no planeta.
A grota pioneira do programa tinha sido desmatada e formada de pasto. Em 2008, foi concluído o trabalho de cercada e replantio. Hoje, o lugar é um vistoso capoeirão revigorado. “Ela está com 60% da vazão original, da vazão média. Ela teve um pouco da sua capacidade, mas está uma nascente viva”, diz o secretário de Meio Ambiente de Extrema, Paulo Pereira.
O programa de Extrema reconhece o proprietário rural como prestador de serviços ambientais já que ele abre mão de ter lucro em áreas protegidas para garantir um bem comum que é a água. A chuva quando cai em terreno limpo corre direto para o rio e logo volta para o mar. Em áreas conservadas, a água se infiltra no solo, forma bolsões freáticos na montanha, por exemplo, encharca o solo e o subsolo. Depois, vai se liberando devagar pelas nascentes, garantindo o abastecimento nos períodos secos. O proprietário inscrito no projeto ganha por ajudar a estocar água.
A propriedade de João Batista de Oliveira tem 122 hectares no Programa Conservador das Águas. Ele foi um dos primeiros produtores a participar do projeto na região e recebe atualmente cerca de R$ 2,3 mil por mês como compensação. “A água para o gado não falta, mas o volume caiu 40%”, diz.
O criador Hélio de Lima é proprietário de 90 hectares na serra da Mantiqueira. Praticamente a metade do local é coberta de mata que compõe um mosaico de pasto e áreas de roça com grotas sadias. “Hoje, temos água. Nove minas todas preservadas. Nenhuma secou”, diz.
As nascentes da fazenda fornecem água capaz de abastecer seis mil pessoas na cidade de São Paulo. O criador poderia ter mais 30 ou 40 cabeças de gado nas áreas reflorestadas. Ele recebe R$ 1,6 mil de compensação. Mas, não tem nada que pague ver as minas perenes.
Nas áreas com reservas de mata as nascentes sofreram menos com a inédita estiagem de verão, o que reforça uma lição que parece ter sido esquecida por parte da população. Como o alimento que vem da fazenda, a água consumida na maioria das cidades brasileiras também é produzida na propriedade rural.
O município de Extrema já conta com 7,5 mil hectares no Programa Conservador das Águas e avança ao ritmo de plantio de 800 mudas por dia na meta de agregar 150 hectares ao ano. Na composição do Sistema Cantareira, o programa participa com apenas 7% das nascentes. Mas, segundo o secretário Paulo Pereira, tem um balanço positivo.
O programa de Extrema foi inspirado no modelo de Nova York, nos Estados Unidos. Há 25 anos, ao invés de gastar bilhões em reservatórios, o estado optou por investir milhões em propriedades que produzem água a 200 quilômetros de distância.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) abastece a Grande São Paulo. O coordenador de mananciais Ricardo Araújo disse que a empresa já plantou R$ 1,3 milhão de mudas para melhorar o Sistema Cantareira, mas não tem planos, no momento, de pagar compensação aos proprietários rurais, como acontece em Extrema. Em Brasília, há projeto que cria uma política nacional de pagamento por serviços ambientais parado na Câmara Federal.