Sacos de resíduos abandonados nas lixeiras passaram a fazer parte da paisagem de Londrina
"Vamos absorver o que há de mais moderno em termos de tecnologiano mundo", prometeu Geirinhas
Empresários europeus teriam mostrado
interesse em participar do programa
Londrina – Vários grupos internacionais, de países como Suécia, Espanha, Noruega, França e Itália, já confirmaram interesse em participar do gerenciamento do projeto Lixo Zero, de acordo com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O programa, lançado em maio, tem como objetivo reduzir a zero o descarte de resíduos em Londrina.
O cronograma anunciado pela CMTU prevê que o projeto entre em funcionamento em até 460 dias. Hoje, Londrina recicla apenas 5% das 600 toneladas de lixo que produz por dia.
"O interesse de consórcios europeus mostra que o nosso programa está no caminho certo e com isso vamos poder absorver o que há de mais moderno em termos de tecnologia no mundo", destacou o presidente da CMTU, Carlos Geirinhas.
Neste momento, o programa cumpre o prazo de 30 dias do cronograma para o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), período para que as empresas entrem em contato com a CMTU. Em seguida, as interessadas no serviço terão 60 dias para apresentarem seus projetos.
"A partir dos projetos poderemos definir os modelos e os custos. O poder público só tem parte do que precisa ser investido, por isso, acredito que o caminho são as Parcerias Público-Privadas (PPPs). Imagino a CMTU, no futuro, como uma agência reguladora e de fiscalização", relatou Geirinhas.
O Lixo Zero consiste em implementar coletores de lixo fechados, enterrados ou aéreos, nos bairros da cidade. Eles receberiam os resíduos, separados entre secos e úmidos, que seriam recolhidos por cooperados de porta em porta. Haveria dias específicos para o recolhimento dos resíduos.
"Caminhões retirariam os resíduos dos coletores e encaminhariam para um Centro de Processamento de Resíduos (CPR). Os caminhões teriam apenas o motorista, já que toda esta transferência seria automatizada. Os veículos não serão de compactação, como temos hoje, que destrói boa parte do lixo. Serão caminhões mais simples e baratos", explicou o presidente da CMTU. "No futuro os próprios moradores estarão treinados para levar o lixo até os coletores, sem mais a necessidade da figura do recolhedor."
No CPR, o lixo será despejado em esteiras para a separação do que é reciclável e do que é inservível. O material não reciclável poderia ser transformado em compostagem, energia ou biogás. O projeto prevê, no primeiro ano, que 60% do lixo produzido seja processado, passando para 80% no segundo ano e para 100% no terceiro.