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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

EXPLORAÇÃO FRACKING Caminhões de pesquisas continuam na região

Em algumas cidades vereadores já se mobilizam para aprovação de leis que proíbam esse tipo de exploração
Máquinas estavam ontem na PR-158 nas proximidades de Tamboara

A empresa contratada para realização de estudos de subsolo para mapeamento de possíveis fontes de petróleo e gás natural continua com o trabalho no Noroeste do Paraná. Ontem, os equipamentos estavam se deslocando na PR-158 nas proximidades de Tamboara. 
De acordo com informação de funcionários da empresa o estudo já foi realizado em mais de 40 cidades do interior do Paraná. “Esse trecho deve ser uns dos últimos em que vamos trabalhar”, disse um dos funcionários que preferiu não se identificar. 
As informações do estudo de acordo com os trabalhadores são sigilosas, e nãos são repassadas. “Eles (empresa) não estariam gastando esse dinheiro todo se não tivessem certeza de que aqui tem petróleo e gás”, disse outro trabalhador.
A possibilidade de abertura de poços para exploração de petróleo e gás tem mobilizado a comunidade de todas as cidades por onde o estudo está sendo feito. Em Paranavaí o movimento encabeçado pela igreja católica está promovendo a conscientização da população para os problemas que a exploração dessas fontes de energia suja podem causar ao meio ambiente, a saúde humana e animal. 
Em algumas cidades vereadores já se mobilizam para aprovação de leis que proíbam esse tipo de exploração. Principalmente a que usa o fracking (faturamento do xisto com utilização de água e produtos químicos para liberação de gás), o que já se mostrou altamente prejudicial ao meio ambiente, saúde animal e humana em países onde a tecnologia foi aplicada.  

As margens da rodovia são espalhados centenas de sensores eletrônicos, a carreata de máquinas passa e vibra o solo, onde os sensores captam informações e repassam via satélite para uma central que armazena e mapeia as informações coletadas.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

MEIO AMBIENTE - Dom Geremias pede apoio à Lei que proíbe extração por fracking

“Estudos demonstram que áreas que utilizaram o serviço já foram destruídas, criando fontes de contaminação na superfície e no subsolo”, disse o bispo de Paranavaí no encontro com o prefeito
Dom Geremias esteve no gabinete do prefeito Rogério Lorenzetti para pedir apoio ao veto do método
No início do mês, a população de Paranavaí se mobilizou e lotou a Câmara Municipal para apoiarem o Projeto de Lei nº 105/2016, que visa proibir a concessão de alvarás e licenças para uso do solo, tráfego de veículos, entre outros, pelo fracking, tecnologia poluente utilizada para a extração do gás de xisto. 
Ontem, Dom Geremias, Bispo Diocesano de Paranavaí, esteve no gabinete do prefeito Rogério Lorenzetti para pedir apoio ao veto do método.
O fracking ocorre por meio de um processo de perfuração e injeção de água e produtos tóxicos no solo, que elevam a pressão e rompem as rochas, fazendo com que o gás natural seja liberado. 
O Bispo afirmou que a preocupação não é apenas de Paranavaí, mas de todo o Estado, e principalmente da região noroeste. 
“Queremos trabalhar com a conscientização sobre o perigo que o ato significa para uma região. Estudos demonstram que áreas que utilizaram o serviço já foram destruídas, criando fontes de contaminação na superfície e no subsolo, e por isso, viemos até o gabinete para conversar e pedir o apoio do prefeito a esta causa”, explicou Dom Geremias.
“Vamos aguardar a decisão da Câmara e ver se precisaremos mexer em algum aspecto por aqui. Existe uma divergência se o Executivo deve fazer uma lei, mas estamos analisando tudo. Independente de quem faça a lei, somos favoráveis pelos argumentos apresentados pelo Bispo para defender esse assunto. Ainda aguardamos a parte técnica, constitucional e jurídica ser verificada para não deixarmos margens. Precisamos e vamos defender sempre o meio ambiente”, disse Lorenzetti.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Proposição contra fracking é lida no expediente do Legislativo

O fracking ocorre por meio de um processo de perfuração e injeção de água e produtos tóxicos no solo,
que elevam a pressão e rompem as rochas, fazendo com que o gás natural seja liberado

fonte:https://www.diariodonoroeste.com.br/noticia/paranavai/local/81900-proposicao-contra-fracking-e-lida-no-expediente-do-legislativo
O projeto segue os trâmites legislativos, e após parecer da Procuradoria Jurídica, deve ser encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça para deliberação
A população se mobilizou e lotou o plenário na noite de segunda-feira, 3, na Câmara Municipal de Paranavaí, para acompanhar a leitura do Projeto de Lei nº 105/2016, encampado pelo vereador Antonio Alves da Silveira, a pedido da Cúria Diocesana e apoiado por todos os vereadores, que proíbe a concessão de alvarás e licenças para uso do solo, tráfego de veículos, concessão de água para exploração de gases e óleos não convencionais, entre outros, pelo fracking, tecnologia altamente poluente utilizada para a extração do gás de xisto, no município de Paranavaí.
O fracking ocorre por meio de um processo de perfuração e injeção de água e produtos tóxicos no solo, que elevam a pressão e rompem as rochas, fazendo com que o gás natural seja liberado.
Além da exposição sobre o projeto, o representante da Coesus/350.org Brasil e presidente da Cáritas Paraná, ambientalista Reginaldo Urbano Argentino utilizou a palavra para falar sobre os riscos que envolvem esta técnica de fraturamento e as consequências ao ecossistema, como a contaminação dos lençóis freáticos e alimentos, vazamento de gases, mudanças climáticas, colaborando com a incidência de câncer, infertilidade e doenças neurais.
“O movimento ‘Não Fracking Brasil’ quer conscientizar a população e as autoridades para mobilização e inviabilização deste tipo de fraturamento hidráulico, não concedendo alvarás, licenças, tráfego de veículos, entre outras concessões, que legalizam a utilização do solo com a finalidade de exploração do gás de xisto no município. Umuarama e Maringá já aprovaram este projeto. Sabemos que existem outras fontes energéticas que podem substituí-la sem a destruição do meio ambiente e sérios danos à vida do ser humano”, explica.
Ainda segundo Reginaldo, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) promove leilões de áreas para a exploração do gás de xisto sem consultar a população. Só no Estado do Paraná 122 municípios já foram leiloados. Inclusive cidades próximas a Paranavaí, como Rondon, Japurá, Tapejara, Cidade Gaúcha, São Tomé, Jussara, Terra Boa, Cianorte, Cruzeiro do Oeste, Umuarama, entre outras. 
Para Alves é fundamental garantir a defesa do meio ambiente e da qualidade de vida, sempre zelando pelo interesse público e bem-estar da população. “Esta é uma tecnologia desnecessária e destruidora. Precisamos impedi-la para que nossas reservas naturais não sejam devastadas e investir em fontes de energias renováveis e sustentáveis que não agridam o meio ambiente. Fracking aqui, não”, disse.
O vereador também enfatizou a importância dos movimentos religiosos, sociais e autoridades na luta contra a exploração do gás de xisto através do fracking.
O projeto segue os trâmites legislativos, e após parecer da Procuradoria Jurídica, deve ser encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça para deliberação.
Estiveram presentes os padres Romildo Neves Pereira, Silvio César Pereira e Nilton Dalberto Reame.