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sexta-feira, 23 de maio de 2014

ATERRO SANITÁRIO DE PARANAVAÍ É REFERÊNCIA PARA OUTROS MUNICÍPIOS DO PAÍS


Aterro sanitário de Paranavaí é referência para outros municípios do país

Cada dia mais cidades do estado e do país estão buscando em Paranavaí informações e referências para a implantação de diversas iniciativas na área ambiental. Nesta quinta-feira (22), uma comitiva de Caarapó (Mato Grosso do Sul) visitou a cidade e conheceu, in loco, as políticas ambientais do município.
Acompanhados do secretário interino de Meio Ambiente, Edson Hedler, e do secretário executivo do Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (CICA), João Marques, o prefeito de Caarapó, Mário Valério, o secretário de Serviços Urbanos, Jorge Tadeu Lopes, e engenheiro ambiental Gustavo Becker Silva, visitaram o aterro sanitário, a Cooperativa de Seleção de Materiais Recicláveis e Prestação de Serviços de Paranavaí (Coopervaí) e a sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, onde conheceram os projetos da coleta seletiva de lixo e arborização.
“Dos aterros que já tive a oportunidade de visitar, esse merece nota 100. Está de parabéns e acho que serve de exemplo para os outros municípios”, destacou o prefeito que está trabalhando na implantação de um aterro em seu município. De acordo com a Lei Nacional 12.305, após agosto de 2014 o Brasil não poderá mais ter lixões, que deverão substituídos pelos aterros sanitários.
A política ambiental de Paranavaí também foi elogiada pelas autoridades sul-matogrossenses. “Foram visitas muito proveitosas e acredito que vamos levar bons exemplos aqui do município. Conversamos com os funcionários da Cooperativa e reunimos ideias que pretendemos implantar no nosso município”, destacou Valério.
GABINETE – Antes das visitas, as autoridades sul-matogrossenses foram recebidas pelo prefeito Rogério Lorenzetti, em seu gabinete de trabalho. Ele ressaltou a importância do trabalho ambiental realizado na cidade não só para o meio ambiente, mas para o desenvolvimento econômico e social. “O município conseguiu montar uma estrutura muito grande em torno disso, inclusive gerando renda e empregos. Hoje, são mais de 110 famílias que vivem da renda gerada pelo lixo em Paranavaí”, apontou o prefeito.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

PARANAVAÍ SERVE DE REFERÊNCIA PARA MUNICÍPIO DA REGIÃO QUE BUSCA REGULARIZAR GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS



Nos últimos meses, Paranavaí recebeu a visita de representantes de diversos municípios da região interessados em aderir ao Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica) com o objetivo de regularizar a situação do descarte de resíduos sólidos e cumprir com a Lei Nacional 12.305. Nesta sexta-feira (4), foi a vez dos representantes do município de Sertanópolis (região de Londrina) se reunirem com as autoridades locais para buscar informações para a criação de um consórcio naquela região.
Na ocasião, eles foram recebidos pelo secretário interino de Meio Ambiente, Edson Hedler, e os secretário Nivaldo Mazzin (Governo), Osmar wessler (Agricultura) e Jorge Roberto Pereira da Silva (Comunicação Social).
“Participamos de uma reunião nesta semana em Apucarana, com o coordenador de Resíduos Sólidos da Sema, Laerte Dudas, e a cidade de Paranavaí foi citada inúmeras vezes como exemplo na gestão de resíduos sólidos. Como nossa intenção é criar um consórcio na nossa região, resolvemos vir até aqui buscar informações com os responsáveis pelo setor”, explicou o prefeito de Sertanópolis, Aleocídio Balzanelo.
Pela Lei, após agosto de 2014 o Brasil não poderá mais ter lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Além disso, os resíduos recicláveis não poderão ser enviados para os aterros sanitários e os municípios que desrespeitarem a norma podem ser multados.
Além de Sertanópolis, Jardim Olinda, Paranapoema, Itaguajé, Presidente Castelo Branco e Floraí também já buscaram informações referentes ao Cica.
COMO FUNCIONA - O CICA foi fundado no início de 2012 com o objetivo de unir forças para conseguir mais recursos e investimentos em projetos e ações para o desenvolvimento da região, em especial na área ambiental. O consórcio é composto por dez municípios, sendo que três deles (Tamboara, Mirador e São Carlos do Ivaí) já descartam seus resíduos sólidos no aterro de Paranavaí. Através do convênio, eles descartam exclusivamente seus resíduos orgânicos com um custo aproximado de R$ 70,00 por tonelada. O transporte, entrega e descarregamento no aterro são de responsabilidade dos próprios municípios.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL VÃO TER DESTINO ADEQUADO NO PARANÁ

Para as indústrias, o grande desafio é garantir que o produto pós-consumo seja reutilizado, diminuindo custos e impactos ambientais, como contaminação do solo, e aumentando a vida útil dos aterros sanitários

CURITIBA - Os resíduos resultantes da construção civil deverão, em breve, se tornar matéria-prima e oportunidade de negócios para muitas empresas no Paraná. 

O presidente do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, entregou um protocolo de intenção de plano de logística reversa da indústria da Construção Civil ao secretário de estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida. 
O protocolo foi assinado pelos presidentes dos 4 Sindicatos da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) do estado – Norte, Noroeste, Oeste e Paraná (que atende Curitiba e região metropolitana).
O secretário Luiz Eduardo Cheida disse que a iniciativa da Fiep e do Sinduscom representa o início da solução de um grande passivo ambiental e ainda existe no Paraná. ”Mais uma vez o Paraná inova, a partir do momento que os sindicatos da construção civil estão buscando soluções conjuntas para coleta, reaproveitamento e destinação adequada deste tipo de resíduo em todo”, disse.
Para Campagnolo, a entrega do protocolo de intenção, ontem, demonstra o alinhamento da indústria em relação à sustentabilidade e à inovação. “A logística reversa consegue transformar passivos em ativos. Estamos dando início a uma relação produtiva, de ganha-ganha, que deve aumentar a geração de renda, empregos e de qualidade de vida em todo o estado”, disse o presidente.
O plano será desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no Paraná, que irá, primeiramente, mapear a quantidade e os tipos de resíduos da construção gerados em todo o Estado. 
Com o estudo em mãos os especialistas vão propor ações para gerenciar cada tipo de descarte. A expectativa é que a pesquisa seja concluída até março de 2014 e que o plano de logística reversa esteja pronto em nove meses. 
Logística reversa é o nome dado ao processo de retorno de produtos, embalagens ou materiais para o local de origem, ou seja, em que foram fabricados. A logística reversa - medida prevista na Lei Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/2010) e que responsabiliza fabricantes e importadores pela destinação adequada dos resíduos gerados pelos seus produtos - inclui a coleta, reciclagem e reaproveitamento dos materiais. 
Para as indústrias, o grande desafio é garantir que o produto pós-consumo seja reutilizado, diminuindo custos e impactos ambientais, como contaminação do solo, e aumentando a vida útil dos aterros sanitários. 
O plano de logística reversa da indústria da construção civil será desenvolvido pelo Senai no Paraná, que irá, primeiramente, mapear a quantidade e o tipo de resíduos da construção em todo o estado. Com o estudo em mãos, os especialistas irão propor ações para gerenciar cada tipo de descarte, conforme estabelece o edital da Secretaria de estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.