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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Mutirão vai coletar lixo eletrônico em Paranavaí e região


Nos próximos dias 9 e 10 de junho, o Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (Cica) realiza o segundo grande mutirão para a coleta de lixo eletrônico em Paranavaí e outros 11 municípios que integram a entidade. Além da coleta do lixo eletrônico, a campanha visa ainda a divulgação da Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A campanha também fará parte das atividades alusivas à Semana do Meio Ambiente.

O e-lixo, como é chamado, é considerado um grande problema para o meio ambiente e para a saúde. “Estes produtos são constituídos por materiais que possuem metais pesados altamente tóxicos, denominados vilões silenciosos. Se descartados incorretamente, estes equipamentos possuem substâncias químicas em suas composições que podem provocar contaminação do solo, do ar e da água”, alerta o secretário executivo do Cica, João Marques.

Entre os equipamentos que poderão ser descartados durante o mutirão estão: Aparelhos de DVD, fax, som e videogame, computadores e periféricos, aquecedores, ar condicionados, caixas de som, centrais telefônicas, máquinas fotográficas, máquinas de lavar roupa, celulares, baterias, carregadores, ferros de passar, fios, cabos, chapinhas e similares.

Segundo pesquisada publicada pelo Portal Exame (2010), por ano, cada brasileiro descarta 0,5 de lixo eletrônico. Informações sobre e-lixo ainda são escassas e não há uma avaliação completa, o que torna a população brasileira leiga no assunto. Soluções para este problema incluem novas tecnologias de reciclagem, além da criação de centros de gestão de lixo eletrônico.

O mutirão de coleta de lixo eletrônico é uma realização do Cica em parceria com a Associação de Recicladores de Lixo Eletro Eletrônico e a Sociedade Rural do Noroeste do Paraná. Para mais informações e saber os pontos de coleta nos 12 municípios consorciados da região basta acessar o site www.consorciocaiuaambiental.com.br ou ligar nos telefones (44) 3422-5157 ou 3062-1490 (Cica).  


Principais substâncias utilizadas na fabricação dos aparelhos eletrônicos e potenciais riscos à saúde humana:

Componente
Onde é encontrado
Danos causados
MERCÚRIO
Computador, monitor, televisão de tela plana
Problemas de estômago, distúrbios renais e neurológicos, alterações genéticas e no metabolismo
CÁDMIO
Computador, monitor de tubo e baterias de laptops
Agente cancerígeno, afeta o sistema nervoso, provoca dores reumáticas, distúrbios metabólicos e problemas pulmonares
ARSÊNIO
Celulares
Agente cancerígeno, afeta o sistema nervoso e cutâneo
ZINCO
Baterias de celulares e laptops
Provoca vômitos, diarreias e problemas pulmonares
MANGANÊS
Computador e celular
Anemia, dores abdominais, vômito, seborreia, impotência, tremor nas mãos e perturbações emocionais
CLORETO DE AMÔNIA
Baterias de celulares e laptops
Acumula-se no organismo e provoca asfixia
CHUMBO
Computador, celular e televisão
Irritabilidade, tremores musculares, lentidão de raciocínio, alucinação, insônia e hiperatividade

quarta-feira, 30 de abril de 2014

PARANAVAÍ É INDICADA PELO ESTADO PARA TER ACESSO A FINANCIAMENTO DE R$ 3,5 MILHÕES JUNTO À FOMENTO PARANÁ

Paranavaí foi a primeira cidade do estado a ser indicada pela Fomento Paraná – instituição financeira de desenvolvimento pertencente ao Governo do Estado – para ter acesso a um financiamento no valor de R$ 3,5 para projetos que visam cumprir com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina o fim dos lixões a céu aberto até agosto deste ano. Os recursos são de uma linha de financiamento disponibilizada pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que liberou aproximadamente R$ 140 milhões para o Paraná financiar projetos de tratamento de destinação de resíduos sólidos.
Nesta terça-feira, 29, o prefeito Rogério Lorenzetti e o secretário interino de Meio Ambiente do município, Edson Hedler, participaram, em Curitiba, de uma reunião na sede da Fomento Paraná para discutir a viabilização do financiamento com recursos da AFD.
Prefeito e secretário foram recebidos pelo presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa, e pelos assessores Domingos Portilho, Mário Figueiredo e Fernando Mazon, com quem discutiram os detalhes para o encaminhamento da carta proposta de financiamento para os projetos, que deverá beneficiar todos os municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica).
“Durante a audiência fizemos uma explanação sobre as políticas adotadas na área da gestão de resíduos sólidos e que colocam Paranavaí como referência no estado, inclusive recebendo elogios dos franceses que visitaram o nosso município em janeiro. Nesta lista se destacam a coleta seletiva, a operação do nosso aterro sanitário, obedecendo todas as normas, e a formação do Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental, que permite que o município receba os resíduos de três cidades vizinhas que não contam com aterro próprio”, destacou Edson.
Segundo o secretário, se aprovado o financiamento, o município deverá utilizar o recurso para a construção de uma nova célula no aterro, ampliação da área do aterro, com aquisição de um terreno situado ao lado, e contratação de um Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Regional, que deverá atender todos os municípios do consórcio.
A carta proposta deve ser apresentada até o dia 10 de maio e será analisada por técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente. As tratativas com a Agência Francesa de Desenvolvimento para obter a linha de financiamento estão em andamento desde agosto de 2013. Uma missão da AFD virá ao Paraná em maio, quando devem ser apresentados os pedidos de financiamento.
“Estamos muito otimistas com a possibilidade desta linha de crédito, uma vez que Paranavaí foi a primeira cidade do estado selecionada para ter acesso. Isso aconteceu pelo fato do nosso município já estar bem avançado na gestão de resíduos sólidos, inclusive com um consórcio constituído. As autoridades foram unânimes em afirmar que, sem o consórcio, não haveria possibilidade de financiamento”, observou Lorenzetti.
CONSÓRCIO - O Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (CICA), de iniciativa do prefeito Rogério Lorenzetti, foi fundado no início de 2012 com o objetivo de unir forças para conseguir mais recursos e investimentos em projetos e ações para o desenvolvimento da região, em especial na área ambiental. O Consórcio é composto por dez municípios e, segundo Lorenzettti, é um modelo que funciona. “Na questão ambiental, que hoje é nosso foco principal, a união dos municípios otimiza os custos e ajuda a diminuir os impactos ambientais”, apontou.
Quando esteve em Paranavaí com a missão francesa, em janeiro deste ano, o assessor da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Laerte Dudas, afirmou que “o modelo consorciado é uma tendência mundial e algo que dá certo, principalmente quando se tem prefeitos comprometidos como é o caso do Rogério, que busca fazer de Paranavaí referência no assunto. Uma coisa é um município fazendo a coleta seletiva sozinho. Outra coisa é um grupo de vários municípios fazendo a coleta em grande escala, o que gera um maior aproveitamento e renda”, salientou o assessor na época.
Segundo ele, a linha de financiamento aprovada pela AFD tem juros bem abaixo do mercado e o objetivo do Governo do Estado é auxiliar, por meio do seu corpo técnico, os municípios para que possam elaborar bons projetos que possam ter acesso ao recurso internacional.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

PAUTA DIA 22 – 10H30: TÉCNICOS DA AGÊNCIA FRANCESA VISITAM ATERRO SANITÁRIO E COOPERATIVA DE CATADORES DE PARANAVAÍ


O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, participa nesta quarta-feira (22), em Paranavaí, de encontro entre os técnicos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e os prefeitos que integram o Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica) e Consórcio Intermunicipal da APA Federal do Noroeste do Paraná (Comafen). 
Cheida também acompanha a visita dos representantes da Agência Francesa ao aterro sanitário de Paranavaí e Cooperativa de Catadores. A cidade de Paranavaí foi escolhida devido às ações municipais realizadas em educação ambiental, coleta seletiva, inclusão social dos catadores. O aterro sanitário da cidade também é referência nesta área. 
Os representantes da Agência estão no Paraná para avaliar projetos apresentados pelo Governo do Paraná relacionados ao tratamento de resíduos sólidos nos municípios. Um deles é o financiamento para implantação de sistemas de destinação e coleta de resíduos sólidos - de forma consorciada. Os projetos foram elaborados pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos como parte do Programa Paraná Sem Lixões. O objetivo é auxiliar os municípios paranaenses no cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
Os projetos serão desenvolvidos por meio de uma linha de financiamento aprovada pela AFD para a Fomento Paraná. O objetivo desta linha é atender projetos públicos e do setor privado no Paraná em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
Participam da visita os representantes da Agência, David Fardel, Clémentine Dardy e Laure Schalchli; e representantes da Fomento Paraná. O coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente, Laerty Dudas, e a diretora de saneamento ambiental do Instituto das Águas do Paraná, Carla Mittelstaedt, também participam da visita. 
SERVIÇO: Visita da Agência Francesa de Desenvolvimento –Paranavaí. 
DATA: 22 (quarta-feira). 
HORÁRIOS: 
10h30: Recepção, abertura e reunião na Prefeitura de Paranavaí com prefeitos do Consórcio CICA e Comafen. 
14h00: Visita técnica ao Aterro Sanitário. 
15h30: Cooperativa de Catadores. 
Saiba mais sobre o trabalho do governo do Estado em: http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br

terça-feira, 16 de julho de 2013

POLÍTICA DE RESÍDUOS SÓLIDOS ENFRENTA DESAFIO PARA SAIR DO PAPEL

 Brasil ainda precisa acabar com os lixões a céu aberto até agosto do ano que vem e ampliar a coleta seletiva e a logística reversa para efetivar a Política de Resíduos Sólidos.

Aprovada em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) foi discutida por quase 20 anos no Congresso Nacional. Embora seja considerada por especialistas como uma boa lei, existe uma preocupação sobre sua efetividade, já que ela exige uma participação ampla da sociedade. A lei traz obrigações para ministros, governadores, prefeitos e também para empresários e consumidores.

A diretora do Departamento de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Zilda Veloso, acredita que será necessária uma mudança cultural para alcançar os objetivos pretendidos pela legislação. “Nós estamos rompendo com uma cultura milenar de enterramento de resíduo no solo. Tratar o lixo era enterrá-lo. A lei diz: só o que pode ser enterrado é rejeito. Então, nós temos aí um ciclo para romper.”

A lei considera resíduo sólido o lixo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado. Já o chamado rejeito é o lixo que não pode ser reciclado ou reutilizado.

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), mais de 90% dos resíduos sólidos urbanos do Brasil hoje já são coletados. Mas em alguns municípios, a prática ainda é queimar ou enterrar o lixo, especialmente no Nordeste, onde apenas 77% do lixo é coletado. No Sudeste, esse índice chega a 97%.
 
Coleta seletiva
Os principais problemas hoje no Brasil se dão na exposição do lixo e no tratamento. De acordo com a Abrelpe, só existe algum tipo de iniciativa de coleta seletiva em 60% dos municípios brasileiros. No Centro-Oeste, apenas 32% dos municípios têm coleta seletiva, enquanto no Sudeste o índice chega a 80%. A coleta seletiva possibilita que o material seja reciclado e pode gerar renda para a população.

O deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) - um dos relatores do projeto de lei que deu origem à Lei de Resíduos Sólidos - ressalta, que a partir da lei, a coleta seletiva passou a ser obrigatória. “Cada um em seu município pode exigir do prefeito. Se não implantar [a coleta seletiva], não vai mais receber recursos do governo federal. São coisas como essa que começam a mudar a postura.”

Conforme o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, primeiro, o município deverá estabelecer a separação de resíduos secos e úmidos. Depois, progressivamente, deverá separar os resíduos secos em tipos específicos, como vidro, plástico e papel.

Logística reversa
Especialistas ressaltam que a coleta seletiva é essencial para que seja implementada a logística reversa, também prevista na lei. A logística reversa é o retorno para as fábricas dos resíduos daquela indústria, para reaproveitamento ou destinação final ambientalmente adequada.
 
“Nós temos experiências exitosas com embalagens de agrotóxicos, com pneus, com óleos lubrificantes usados, com pilhas e baterias”, enumera a diretora do Departamento de Ambiente Urbano, Zilda Veloso.

Segundo Zilda, o governo também vai fechar acordo sobre o retorno de resíduos com os setores de embalagem, de lâmpadas, de eletroeletrônicos e de medicamentos. Os acordos devem ser fechados ainda neste ano e implementados até agosto do ano que vem.

O presidente do Instituto Ethos, Jorge Abrahão, afirma que a maioria das empresas brasileiras ainda não adotou a sustentabilidade em seus planos de negócio. "Por outro lado, há empresas que estão liderando este processo e que, logo, vão ser reconhecidas por isso. A questão da reputação e da imagem das empresas é chave e as empresas que estão se envolvendo em questões que impactam a sociedade vão ser as empresas do futuro."

Dever do consumidor
Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o cidadão também passa a ter o dever de colocar o lixo no recipiente adequado. A lei prevê punições para o cidadão que não separar o lixo após o município ter implementado a coleta seletiva ou após as empresas terem adotado o sistema de logística reversa. Primeiro o cidadão será advertido e, se houver reincidência, será multado. As multas previstas variam de R$ 50 a R$ 500.
Já a empresa que não cumprir a determinação de fazer a logística reversa incorrerá em crime ambiental e estará sujeita a multas que vão de R$ 5 mil a R$ 50 milhões.
 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

PARANÁ CORRE CONTRA O TEMPO PARA ACABAR COM LIXÕES

Prazo dado para que todos os municípios cumpram determinação vence em agosto de 2014


Curitiba - O Paraná corre contra o tempo para cumprir a meta de erradicar o despejo de resíduos sólidos em lixões a céu aberto, como prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O prazo dado pelo governo federal para que todos os municípios cumpram esta determinação vence em agosto de 2014. No entanto, conforme a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), 175 cidades paranaenses ainda estão em situação irregular. 

"A situação é preocupante", alerta o secretário estadual do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida. O sinal de alerta segue ligado porque há um ano o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) já havia alertado sobre a situação, divulgando um diagnóstico sobre a destinação do lixo. O Relatório de Auditoria Operacional - Licenciamento e Fiscalização da Área de Disposição Final dos Resíduos Sólidos Urbanos no Paraná apontou que 45% dos municípios não faziam a destinação correta dos resíduos. Um ano depois da divulgação do relatório, a situação continua a mesma. 

FIQUE POR DENTRO!!!

 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Esta Lei institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis.


Depois de 21 anos tramitando no Congresso Nacional, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi sancionada por meio da Lei 12.305/2010 e regulamentada no Decreto nº7404/2010. A aprovação representou um amplo consenso envolvendo todas as partes dos mais diversos ciclos da produção de resíduos sólidos no Brasil, além de governo e sociedade civil. Nos próximos quatro anos, os municípios brasileiros deverão criar leis municipais para a gestão dos resíduos sólidos. 
A Lei 12305/2010 prevê ainda que, a partir de agosto de 2014, nenhum lixo será despejado a céu aberto em todo o País e que somente o rejeito (que não poderá ser aproveitado – reutilizado ou reciclado – depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada – é que deverá ser disposto em locais ambientalmente adequados.
A nova política cria também um sistema nacional integrado de informações sobre resíduos sólidos. Ele será responsável por recolher e divulgar informações.

COLETA SELETIVA DE RESÍDUO (LIXO)


Você sabia?
A Política Nacional de Resíduos Sólidos induz que os municípios implementem a coleta seletiva – que deve priorizar a participação de catadores de materiais recicláveis – e as ações de educação ambiental, para que aumentem o índice de coleta seletiva e de reciclagem, evitando assim, que resíduos sejam destinados aos aterros sanitários.
Saiba como descartar corretamente o lixo observando as cores da coleta seletiva e conheça o tempo de decomposição de alguns resíduos na imagem abaixo.