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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Palestra aborda compostagem como alternativa para dar destinação a resíduos orgânicos



Representantes dos 12 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (Cica) participaram nesta quarta-feira (17) de uma sequencia de palestras que tratou sobre a compostagem de resíduos urbanos, um processo que transforma lixo orgânico em adubo orgânico para ser utilizado na agricultura, jardins e plantas.
Os detalhes de como é feito todo o processo de compostagem foram explicados pelos representantes das empresas Organoeste Biotecnologia, de Campo Grande, Flávio Pereira, e da TSA (Tecnologia em Sistemas Ambientais), de Curitiba, Germano Vieira.
Segundo Pereira, além de garantir um adubo orgânico de qualidade para enriquecer o solo, o processo de compostagem também contribui economicamente com os municípios, pois garante uma maior vida útil ao aterro sanitário. “Quanto menos lixo vai para o aterro, maior a sua vida útil”, lembrou. A nova célula que está em construção no aterro de Paranavaí terá um custo estimado de R$ 1,5 milhão.
O aproveitamento do lixo orgânico, material que representa ao menos metade dos resíduos sólidos gerados por cidades brasileiras, ainda é prática rara no Paraná. Segundo levantamento da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), realizado em 2014, só 5,75% das 399 cidades do estado desenvolvem ações de manejo deste lixo por meio de compostagem.
Disposto em ampliar este número, o prefeito Rogério Lorenzetti vem incentivando, através do Consórcio, o diálogo entre empresas do setor e municípios. A ideia é viabilizar a implantação de uma usina de compostagem que futuramente possa atenda Paranavaí e os municípios da região que aqui depositam os seus resíduos.
“Graças à coleta seletiva que implantamos nesta gestão, Paranavaí ampliou drasticamente a sua coleta de lixo reciclável. Mesmo assim, sabemos que esse número ainda pode melhorar. Hoje, a cidade manda para o aterro o equivalente a 4,5 milhões de reais por ano em função de não fazer o aproveitamento correto do lixo”, destacou o prefeito.
Germano Vieira elogiou a disposição do prefeito em investir tempo e recurso em uma área que muitos gestores não dão a devida importância. “O prefeito está muito lúcido com relação ao lixo, porque o lixo não é problema se tratado adequadamente, pelo contrário, é riqueza, e nesse sentido vocês tem uma boa liderança”, frisou.
A reunião contou ainda com a participação do secretário executivo do consórcio e engenheiro agrônomo, João Marques, que realizou uma explanação sobre a problemática dos aterros sanitários.




sexta-feira, 8 de maio de 2015

EM REUNIÃO DO CICA, PREFEITOS RECEBEM INFORMAÇÕES SOBRE TÉCNICAS DE COMPOSTAGEM DO LIXO





Prefeitos, secretários e servidores dos municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (Cica), entre eles o presidente da entidade, o prefeito Rogério Lorenzetti, e o secretário executivo, João Marques, voltaram a se reunir nesta quinta-feira, 7, para mais uma reunião ordinária da entidade que teve, na sua pauta, a técnica de compostagem do lixo, um processo que transforma matéria orgânica em adubo orgânico.
A técnica é considerada uma espécie de reciclagem do lixo orgânico, pois o adubo gerado pode ser usado na agricultura ou em jardins e plantas.
Todas as explicações sobre técnica, custos e viabilidade do projeto foram apresentadas pelo representante da empresa Organoeste, de Campo Grande (MS), Flávio Pereira. Atualmente, a empresa desenvolve o chamado Sistema Lixo Zero (SLZ).  
“A compostagem é hoje uma das principais soluções para o lixo urbano, pois é capaz de reduzir o volume do lixo que seria destinado ao aterro sanitário, ampliando a vida útil da célula do aterro em até dez vezes”, destacou Pereira.
Segundo ele, a técnica não descarta a necessidade da coleta seletiva e da separação do lixo reciclável pela cooperativa de catadores, que inclusive foram elogiadas pelo empresário. “Paranavaí é hoje um dos poucos municípios onde eu vejo que a coleta realmente funciona”, salientou.
Para Flávio, a organização dos municípios em consórcio é uma excelente forma de resolver a questão do tratamento e destinação do lixo, que tem preocupado prefeitos de todo o Brasil. “É assim que tem que acontecer. Sem se organizar em consórcio, pequenos municípios não conseguem atingir solução para o lixo. Aterro sanitário não é a solução ideal, é um paliativo. O que estamos propondo é solucionar, e não postergar essa questão”, completou o empresário.  
DADOS - O aproveitamento do lixo orgânico, material que representa ao menos metade dos resíduos sólidos gerados por cidades brasileiras, ainda é prática rara no Paraná. Segundo levantamento da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), realizado em 2014, só 5,75% das 399 cidades do estado desenvolvem ações de manejo deste lixo por meio de compostagem. São 23 municípios, segundo Relatório de Diagnóstico do Plano de Regionalização da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos do Paraná, que possuem centros de compostagem.