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terça-feira, 2 de agosto de 2016

Revitalização da Praça dos Pioneiros já começou

Uma ingazeira foi cortada por não estar saudável. Outras árvores poderão ser eliminadas Foto: Fabiano Vaz Fracarolli

As obras de revitalização da Praça dos Pioneiros, em Paranavaí, já começaram. Os investimentos no local incluem verbas para a reforma do parquinho infantil, a troca de pisos, a instalação de bancos, a recuperação dos banheiros e o plantio de grama.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Edson Hedler, o prazo previsto para a conclusão das obras é de seis meses. Até lá, algumas áreas dentro da Praça dos Pioneiros ficarão interditadas.
Nessa primeira etapa dos trabalhos, foi preciso cortar uma árvore que estava plantada nos limites do parquinho infantil. Uma das motivações para a eliminação da ingazeira foi o fato de não estar saudável. “A árvore estava com problemas. A tendência seria crescer e poderia tombar sobre os carros ou as pessoas”, afirmou o secretário.
Segundo Hedler, durante o processo de revitalização, mais plantas poderão ser cortadas. Mas ele garantiu: “Vamos plantar outras  árvores para fazer a substituição”.


Fonte: https://www.diariodonoroeste.com.br/noticia/paranavai/local/80117-revitalizacao-da-praca-dos-pioneiros-ja-comecou

quinta-feira, 26 de março de 2015

INFORMATIVO

ESPÉCIES DE ÁRVORES RECOMENDADAS PELO PLANO DE ARBORIZAÇÃO

Árvores indicadas para locais onde passa rede elétrica (Pequeno Porte)

A distância mínima das mudas:
- 0,80 metros da aresta externa das guias (meio fio);
- 05 metros da esquina;
- 3 metros de postes ou placas de sinalização;
- 2 metros de caixas de inspeção (boca-de-lobo, boca-de-leão, poço-de-visita, bueiros, caixas de passagens);
As mudas deverão:
- possuir tutor de condução e poderão ter proteção a sua volta;
- possuir altura mínima de 1,80 metros;
- possuir área permeável de no mínimo 0,36m² (0,60m x 0,60m) a partir de sua base;
- ser plantadas no mínimo a cada 5 metros lineares uma das outras quando forem de pequeno porte e de 10 metros quando forem de médio ou grande porte


PATA-DE-VACA (Bauchinia fortificata). 

















FLAMBOYANZINHO ( Caesalpinea pulcherrima



 MANACÁ (Brunfelsia uniflora)


RESEDÁ OU EXTREMOSA  Lagerstroemia indica


HIBISCO (Hibiscus sp













CAMÉLIA  ( Camélia japonica)


CALISTEMON OU ESCOVA DE GARRAFA  ( Callistemon speciosus).















QUARESMEIRA (Tibouchina granulosa)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

SISTEMA BINÁRIO-PODA DE ÁRVORES NAS RUAS RIO GRANDE DO NORTE E PERNAMBUCO

Seis pontos de ônibus alocados nas Ruas Pernambuco e Rio Grande do Norte vão sofrer alterações nesta etapa do binário. Três pontos vão ser eliminados, todos na Rua Pernambuco

Poda de árvores nas Ruas Rio Grande do Norte e Pernambuco A poda das árvores foi executada para melhorar a visibilidade dos novos semáforos 
As equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente fizeram, ontem, a poda de árvores localizadas nas Ruas Pernambuco e Rio Grande do Norte. 
O serviço foi executado para melhorar a visibilidade dos novos semáforos implantados nas duas vias como parte da nova etapa do sistema binário, que entrou em funcionamento no último domingo.
As informações são da assessoria de imprensa da Prefeitura.
Nesta etapa do binário foram implantados três novos semáforos: um no cruzamento da Rua Miljutin Cogej com a Rua Rio Grande Norte, outro no cruzamento da Rua Amapá com a Pernambuco, e o terceiro no cruzamento da Rua Luiz Spigolon com a Pernambuco. 
Os outros semáforos que já estavam implantados tiveram alteração de tempo, garantindo um fluxo maior de veículos a cada vez que o sinal abrir, e também mais segurança aos pedestres.
PONTOS DE ÔNIBUS - Seis pontos de ônibus alocados nas Ruas Pernambuco e Rio Grande do Norte vão sofrer alterações nesta etapa do binário. 
Três pontos vão ser eliminados, todos na Rua Pernambuco: um que ficava em frente à Big Pizzaria, outro em frente ao estacionamento do Supermercado Cidade Canção e outro em frente à Artesani. Os abrigos de ônibus destes locais serão retirados e posteriormente remanejados para outros locais, conforme a demanda.
Outros três pontos terão alteração de local. O ponto que ficava na Rua Pernambuco em frente à agência dos Correios, será realocado para a Rua Paraíba, esquina com a Rua Pernambuco.
O segundo ponto que será realocado é o da Rua Souza Naves, esquina com a Rua Rio Grande do Norte. Este será colocado na Rua Rio Grande do Norte, em frente à Loja Império.
O terceiro ponto é o da Rua Edson Martins (que antes ficava perto da Rádio Cultura). Este ponto será realocado para a Avenida Parigot de Souza, no trecho que faz fundos com o Depósito Maringá.
“Para a mudança dos pontos de ônibus, foi feito um estudo prévio junto com a Viação Cidade Paranavaí, responsável pelo transporte urbano, para redefinir algumas rotas que passam pelas Ruas Pernambuco e Rio Grande do Norte. Agora, as equipes da Secretaria de Infraestrutura vão fazer a retirada dos abrigos de ônibus e a implantação nos novos locais definidos. Este serviço deve ser concluído até o final da próxima semana”, explicou Gabriel Luiz, diretor geral da Seprovpat (Secretaria Municipal de Proteção à Vida, Patrimônio Público e Trânsito). 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

OUÇA A ENTREVISTA DO SECRETÁRIO PARA A RÁDIO CBN DE MARINGÁ

http://www.cbnmaringa.com.br/page/noticias_detalhe.asp?cod=233458

MUNÍCIPES ESTÃO SENDO INTIMADOS A REPLANTAR ÁRVORES CORTADAS ENTRE 2009 E 2014


A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) divulgou nesta semana um relatório das atividades de fiscalização ambiental realizadas ao longo de 2014. Segundo o levantamento, foram lavrados 51 autos de infração por corte e poda irregular de árvores e 365 termos de intimação para replantio. Destes, 27 são referentes a cortes irregulares e 338 referentes a cortes efetuados legalmente entre os anos de 2009 e 2013.
“De acordo com o Código Municipal de Arborização, sempre que uma árvore é cortada com autorização do município, o responsável tem até 15 dias para fazer o replantio no local. Não havendo espaço adequado no mesmo local para replantio das árvores, comprovado por análise feita por técnico legalmente habilitado, o responsável deverá doar três mudas de árvores à Diretoria Municipal do Meio Ambiente para plantio em outra área da cidade. Caso nada disso seja feito, primeiro a Secretaria emite uma notificação e depois é feita autuação que pode resultar em multa. O valor da multa é de R$ 408,60 por mês de atraso e por árvore. Já o corte irregular (clandestino) resulta em multa de R$ 681,00 por árvore”, detalha Edson Hedler, secretário de Meio Ambiente.
Hedler revela ainda que entre 2010 e 2013, ou seja, em quatro anos, 2.230 árvores foram cortadas regularmente em Paranavaí, sendo que 439 foram vistoriadas até o momento. Destas, 250 já foram plantadas e 189 estão sendo notificadas pelo descumprimento à lei. A previsão do secretário é de que até o final de 2015 todas as demais árvores cortadas, incluindo no ano de 2014, sejam vistoriadas e notificadas para efetuar o replantio.
“O prefeito Rogério Lorenzetti autorizou em 2014 a convocação de dois fiscais ambientais aprovados em concurso. Isso tem garantido uma intensificação e maior agilidade nos trabalhos de fiscalização de uma forma geral e a intenção é que até o final de 2015 possamos vistoriar e notificar todos que ainda não efetuaram o replantio”, salienta o secretário.
Ele ressalta que o corte de qualquer árvore somente será permitido com prévia autorização escrita da Secretaria Municipal de Meio Ambiente através de laudo emitido por técnico legalmente habilitado, acompanhado de croqui ou planta da localização da árvore, quando: o estado fitossanitário da árvore justificar; a árvore, ou parte significativa dela, apresentar risco de queda; quando estiver causando danos comprovados ao patrimônio público ou privados, não havendo outra alternativa; se tratar de espécies invasoras, tóxicas e/ou com princípios alérgicos, com propagação prejudicial comprovada; constituir-se em obstáculos fisicamente incontornáveis ao acesso e à circulação de veículos, sendo que para tanto, deverá estar acompanhado de croqui; constituir-se obstáculos fisicamente incontornável para a construção de obras e rebaixamento de guias.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

PODA DRÁSTICA E SEUS PERIGOS



Sobre a poda drástica, alguns pensam que isto é benéfico para a árvore e outros querem apenas eliminar as folhas que caem com mais intensidade durante o inverno. O que muitos não sabem é que a poda drástica prejudica o desenvolvimento da árvore, podendo até causar a sua morte. Esteticamente as árvores não irão se recompor nunca mais, pois vão adquirir um formato de copa com muitos galhos mais finos, o que altera para sempre a beleza e a arquitetura da planta.
A realização da poda de árvores em logradouros públicos só deverá ser praticada por pessoa autorizada pela Secretaria de Meio Ambiente.
Se não for realizada da maneira correta e sem necessidade, a poda chamada de “poda drástica” tende a causar a morte da árvore. A poda drástica consiste no rebaixamento radical da copa das árvores, sem qualquer critério técnico, sendo que em alguns casos, nem mesmo os troncos são poupados. Essa medida, portanto, não é a mais indicada e não reverte no benefício esperado. Pelo menos 30% das árvores podadas morrem já no primeiro ano, o que ocorre gradativamente. Esta mudança brusca na condição da planta causa um desequilíbrio entre superfície da copa (folhas com capacidade de fotossíntese e gemas dos ramos) e a superfície de absorção de água e nutrientes (raízes finas). A reação da árvore será de recompor a folhagem original, emitindo rica brotação de novos galhos, não tão fortes como os outro galhos que havia antes, como forma de garantir sua sobrevivência após um estresse sofrido pelo manejo excessivo de sua copa.
Quando rebrotam, os galhos desenvolvem-se em número muito maior que anteriormente, pois cada galho podado dá origem a vários outros. Estes crescem desordenadamente, modificando o aspecto da copa da árvore, que fica repleta de lesões e necroses nos galhos, comprometendo a vitalidade a médio prazo, e impondo riscos inevitáveis às pessoas e bens materiais, como queda súbita de galhos. Os riscos mencionados acima são causados pela fraca ligação dos novos ramos (futuros galhos) ao tronco de origem, com grande fragilidade mecânica, pois têm uma inserção anormal e superficial no tronco, que associado ao surgimento de podridões na mesma região dos cortes, permitirá uma fratura eminente em vendavais ou colisão com veículos, por exemplo.
Se realizada pelo proprietário de maneira errada e sem autorização municipal, a poda drástica, em logradouro público é criminosa. O ato é considerado crime ambiental, além de multa e pode ser responsabilizado civil pelos danos causados, conforme o art. 49 da Lei Federal 9.605/98, e Lei Municipal 4.176/2013 altera dispositivo da Lei Municipal Nº 2.628/2005.
    Flavio Patrício Neto
                                                                                                                                        Fiscal Ambiental  

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

ENVENENAR ÁRVORES PODE RESULTAR EM PROCESSO CRIMINAL

O processo para saber se a planta foi envenenada é bastante complexo, por isso, na maioria das vezes é difícil constatar se houve ação criminosa. Pode ser o efeito da queda de um relâmpago ou a evolução natural da planta

A poucos metros, duas árvores secas dividem espaço com outras plantas aparentemente saudáveis
Foto: Fabiano Fracarolli
Árvore seca pode ser sinal de envenenamento. É difícil confirmar se a morte da planta foi ou não causada pela aplicação de alguma substância química, mas, quando isso ocorre e o responsável é identificado, a prática pode resultar em processo criminal.
Por sugestão de uma leitora do Diário do Noroeste que não quis ser identificada, a equipe de reportagem registrou a situação de duas árvores plantadas na esquina das Ruas Arduíno Mário Morini e Geraldo Pereira dos Santos, no Jardim América, em Paranavaí.
A moradora reclamou: “Isso não pode acontecer, com essas temperaturas em alta, é suicídio”. E a indignação faz sentido. De acordo com a bióloga da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Poliana Morais, as árvores reduzem a sensação térmica e contribuem para manter a umidade relativa do ar mais elevada.
Além disso, uma cidade arborizada tem menores índices de poluição, já que as plantas funcionam como filtros naturais para os gases que prejudicam a qualidade do ar. “Árvores são nossas parceiras e não inimigas”, disse Poliana.
O processo para saber se a planta foi envenenada é bastante complexo, por isso, na maioria das vezes é difícil constatar se houve ação criminosa. Pode ser o efeito da queda de um relâmpago ou a evolução natural da planta. 
Poliana explicou que por causa de todas as dificuldades para confirmar o envenenamento, na maioria das vezes o que se tem é a suspeita do crime. E existem muitas árvores de Paranavaí nessa situação. Por isso, para informar a equipe da Secretaria de Meio Ambiente sobre possíveis envenenamentos de árvores, basta ligar para 3902-1145 | 3902-1146.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação



terça-feira, 22 de abril de 2014

VÂNDALOS ARRANCAM MUDAS E DANIFICAM PAISAGISMO DO CENTRO DA JUVENTUDE



Primeiro foi a vez das praças, banheiros públicos e escolas sofrerem com as ações dos vândalos em Paranavaí. Nesta semana, o alvo da depredação foi o Centro da Juventude, mais especificamente o projeto de paisagismo do local, que recentemente recebeu o plantio de 12 mudas de Ipê Rosa.
“Verificamos essa semana que das oito mudas que plantamos na área externa do prédio, cinco foram quebradas ao meio. Este tipo de ação tem sido freqüente e, além do prejuízo financeiro, tem também o prejuízo ao meio ambiente. A população precisa se conscientizar sobre os malefícios causados por esse tipo de comportamento”, lamenta Edson Hedler, secretário de Meio Ambiente.
PREJUÍZOS - Um levantamento realizado no ano passado pela Prefeitura Municipal de Paranavaí revelou que a cidade gasta, por ano, cerca de R$ 500 mil para consertar ou substituir equipamentos, objetos ou prédios públicos depredados por atos de vandalismo.
O dinheiro, segunda o mesmo levantamento, seria suficiente para pavimentar 10 quadras por ano ou recapear 15 quadras com alfalto CBUQ ou, ainda, construir um posto de saúde (UBS) por ano. Entre as maiores despesas do município com vandalismo estão apedrejamento de janelas e vidros, portas arrombadas, lixeiras, bancos, carteiras escolares e banheiros depredados, alambrados derrubados, placas de sinalização danificadas, e, ainda, roubos de fiação elétrica.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

UMA ÓTIMA PUNIÇÃO!

BATEU, PAGOU

Motorista que atingir árvores de BH terá de indenizar prefeitura


Apenas no ano passado, 116 árvores foram suprimidas da paisagem da cidade em decorrência de acidentes de trânsito. E a prefeitura não quer mais pagar a conta desse ataque ao meio ambiente. Agora, cada espécime derrubado ou danificado em uma colisão terá de ser indenizado pelo motorista responsável. 


A punição foi instituída no início do mês de fevereiro, depois da assinatura de um convênio entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Polícia Civil e a BHTrans. O valor da penalidade varia entre R$ 600 e R$ 4.500. 


É uma boa notícia. Estima-se que, em 2013, a prefeitura tenha gasto cerca de R$ 60.000 para repor árvores abalroadas.


"Vamos replantar mudas já desenvolvidas, com uma média de 2,5 metros de altura, para que o ecossistema não fique tão prejudicado", diz o vice-prefeito e secretário de Meio Ambiente, Délio Malheiros


Segundo ele, a decisão foi inspirada em uma política já adotada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que cobra até R$ 1.640 pela troca de um poste atingido em um acidente de trânsito. No caso das árvores, o cálculo leva em consideração as despesas que a prefeitura terá para o replantio


A indenização mínima, que corresponde ao custo de duas mudas, vale para espécimes de até 3 metros de altura. Já o valor máximo, que equivale ao preço de quinze mudas, será cobrado quando houver danos a exemplares com mais de 9 metros de altura e com proteção legal - como os ipês e as braúnas.

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/motorista-atingir-arvores-pagar-indenizacao-prefeitura-bh-773319.shtml?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_psustentavel

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

FALTA DE ÁRVORES AUMENTA CALOR EM ESPAÇOS PÚBLICOS

Praças e outras áreas públicas não cumprem papel de ajudar na redução de temperaturas

Fotos: Anderson Coelho
Trecho reformado do Calçadão teve árvores frondosas substituídas por mudas que ainda levarão anos para proporcionar sombra
Praça Tomi Nakagawa tem uma grande área sem sombra por conta da característica arquitetônica do espaço
Londrina - Os espaços públicos, que deveriam possuir extensa área verde em Londrina, são pouco arborizados e acabam não cumprindo o papel de ajudar na redução da temperaturas. As áreas urbanas possuem uma quantidade imensa de concreto das edificações, muros e calçadas e asfalto das vias públicas. Isso contribui para a formação de ilhas de calor, fenômeno típico dos grandes centros urbanos. 

Alguns locais no centro da cidade que poderiam servir de "abrigo" para os pedestres se refrescarem nestes dias de verão ficam praticamente desertos, justamente por não serem arborizados. Um exemplo é a Praça Tomi Nakagawa, que possui uma grande área sem sombra, provocada pela característica arquitetônica do espaço, com pavers (pisos intertravados) e vegetação apenas nas beiradas. 

Um dos poucos que foi encontrado pela reportagem descansando no local em uma tarde foi o pedreiro José Roberto da Silva, de 61 anos. Ele afirmou que reside próximo dali e que considera a praça o local mais bonito de Londrina, embora cobre o plantio de mais árvores na praça. "Se houvesse mais árvores, as pessoas frequentariam mais", analisou. 

Há quem seja contra o aumento de arborização devido à falta de segurança. A auxiliar de limpeza Gelcinéia Zequini, de 55 anos, afirmou que se o local tivesse mais árvores ficaria mais escuro e bandidos poderiam se esconder em meio à vegetação. 

A Praça Rocha Pombo também possui relativamente poucas árvores e os bancos ficam expostos ao sol. "É impossível sentar lá. Deve estar uns 42º C ali. Tanto é que ninguém está sentado nos bancos", observou o estudante Mayson Henrique da Silva, de 19 anos. 

Já os frequentadores do Calçadão (área central) se refugiam sob as marquises das lojas para se proteger do sol. Algumas quadras do espaço foram reformadas nos últimos anos e as árvores frondosas foram substituídas por mudas que ainda levarão alguns anos para proporcionar sombra. "Falta sombra por aqui. Quando se está em um lugar com muitas árvores, até o ar melhora. Sem isso, só com sorvete para dar uma refrescada", afirmou a dona de casa Simone Gomes, de 38 anos, enquanto tomava um. 

Mesmo quem depende do calor para obter bons lucros pede mais sombra. O sorveteiro Benedito Dionísio Lopes, de 66 anos, se refugiou sob a pequena sombra de uma árvore para trabalhar. "A sombra ajuda a gente. Quando está bem quente eu vendo mais, mas não dá para ficar debaixo desse sol forte."

ARBORIZAÇÃO E O CALOR

Autoridades e população de Londrina precisam repensar o modo como vêm tratando o seu patrimônio verde
Uma das cidades mais edificadas do País, Londrina padece do mal da maioria das áreas urbanas brasileiras: a falta de cuidado com a arborização. Reportagem de ontem da FOLHA mostrou que a ausência de árvores em praças, vias públicas e no Calçadão aumenta o calor nesses espaços públicos. 

Justamente no verão mais quente das últimas décadas – na segunda-feira os termômetros atingiram 38,6ºC em Londrina, segundo o Instituto Tecnológico Simepar, batendo o recorde dos últimos 29 anos na cidade para o mês de fevereiro -, a população deu-se conta da importância da arborização para amenizar o calor. 

A reportagem deste jornal percorreu vários logradouros públicos e constatou que grandes áreas – como trecho reformado do Calçadão e a Avenida Ayrton Senna - ou bairros inteiros – como Residencial Vista Bela, na zona norte – estão desprovidos de árvores. Em grande parte do centro da cidade o excesso de concreto e asfalto contribuem para a formação de "ilhas de calor", fenômeno típico dos centros urbanos. 

Atualmente, Londrina possui cerca 130 mil árvores, o que representa um exemplar para cada 3,84 habitantes. O ideal, segundo especialistas em meio ambiante, é de uma árvore para cada um dos seus mais de 500 mil moradores. Um problema a ser corrigido é que o plantio de novas espécies não se dá na mesma medida da erradicação e da queda de árvores em decorrência de problemas climáticos. 

A esperança de que o verde volte a enfeitar as ruas de Londrina está na aprovação do Plano Diretor de Arborização (PDA). Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Cleuber Moraes Brito, o PDA deverá ser regulamentado ainda este ano e vai orientar a população no plantio de árvores. Ao contrário do que ocorre hoje em várias ruas da cidade em que arbustos estão plantados nas calçadas, o plano prevê a utilização de espécies de grande porte com copas que bloqueiam a radiação solar acima de 60%, e que possuam alta capacidade de absorção de dióxido de carbono. 

Se é fato que a temperatura em todo o mundo vem aumentando ano a ano e o Brasil enfrenta um calor atípico para este período do ano, autoridades e população de Londrina precisam repensar o modo como vêm tratando o seu patrimônio verde.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

PODA E CORTE IRREGULARES DE ÁRVORES GERAM MULTAS PARA MORADORES

A bióloga da Secretaria de Meio Ambiente, Poliana Oliveira Ferreira de Moraes calculou que existem pelo menos 3.000 árvores plantadas apenas na região central de Paranavaí

Em 2013 foram identificados 10 cortes irregulares e nove podas drásticas
Foto: Arquivo DN/ Fabiano Fracarolli

Quando o corte de uma árvore é autorizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o morador de Paranavaí que fez a solicitação assina um termo de responsabilidade se comprometendo a fazer o plantio de uma nova muda no prazo de 15 dias. Quem não cumpre o acordo fica sujeito a multa de R$ 408,60.

O valor é o mesmo para as pessoas que cortam árvores sem autorização. No caso da erradicação de mudas, ou seja, árvores ainda pequenas, a punição é de R$ 90,80.
Em 2008 foram cortadas 482 árvores. Em 2009, 504. A partir de 2010 até o final do ano passado, o número de cortes ultrapassou 1.800, mas ainda não é possível saber quantas foram substituídas, porque os fiscais ambientais do município estão fazendo um levantamento da atual situação em toda a área urbana.
A ideia é saber quantas árvores foram cortadas de maneira irregular e quantas podas drásticas foram efetuadas. Além disso, os fiscais querem identificar quantos moradores que deveriam substituir as árvores erradicadas ainda não o fizeram. “Toda árvore plantada é patrimônio público e precisa ser preservada corretamente”, disse o secretário de Meio Ambiente, João Marques.
Ele questionou: “Por que se planta árvore na cidade”? E explicou: “As plantas absorvem o gás carbônico do ambiente, diminuem a quantidade de poluentes e purificam o ar”. Outra vantagem apontada pelo secretário é que as árvores fazem sombras e reduzem a sensação de calor. “Elas promovem qualidade de vida”, acrescentou Marques.
ARBORIZAÇÃO - A bióloga da Secretaria de Meio Ambiente, Poliana Oliveira Ferreira de Moraes calculou que existem pelo menos 3.000 árvores plantadas na região central de Paranavaí. Segundo ela, não existe um levantamento referente a todos os bairros da cidade, mas o objetivo da Administração Municipal é ampliar a área verde no perímetro urbano.
Um dos projetos que já está em andamento é a parceria da Prefeitura de Paranavaí com o Instituto Federal do Paraná (IFPR) e o Centro de Socioeducação (Cense). A iniciativa tem como objetivo criar um viveiro municipal para substituir as árvores que precisam ser cortadas e aumentar a quantidade de vegetação em toda a cidade.

Fiscais ambientais registram irregularidades em Paranavaí
Um levantamento feito pelos fiscais ambientais de Paranavaí aponta números de 2013 em relação à preservação das árvores no perímetro urbano. De acordo com o relatório, foram 10 autos de infração por corte irregular, 10 intimações para replantio imediato, nove autos de infração por poda drástica e 15 notificações por poda irregular.
O secretário municipal de Meio Ambiente, João Marques, explicou que os moradores que identificam problemas nas árvores perto de casa precisam entrar em contato com a secretaria e solicitar uma vistoria, que acontecerá em até 30 dias. Só nos primeiros dias de 2014, já foram feitos 20 requerimentos. 
Segundo Marques, os pedidos de corte aumentam nos períodos mais frios do ano. “As pessoas esquecem que durante os dias de sol as árvores ajudam a amenizar o calor”. Em agosto do ano passado, por exemplo, foram 92 solicitações de erradicação. Em fevereiro, 48.
O fiscal ambiental Marcelo Milani do Nascimento enfatizou que além de ser irregular, a poda ou o corte de árvores sem os devidos cuidados podem proporcionar riscos à segurança dos moradores. “As pessoas podem atingir a rede elétrica, sofrer quedas ou danificar as casas próximas, porque não sabem como fazer corretamente”.
A orientação de Nascimento é que os moradores que quiserem fazer denúncias devem entrar em contato com a Ouvidoria Municipal, ligando para 156.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

MEIO AMBIENTE REALIZA PLANTIO DE MUDAS EM ESPAÇOS PÚBLICOS DE PARANAVAÍ




Manter a boa aparência dos espaços públicos e contribuir para a qualidade de vida da população através da preservação ambiental e ações de combate à dengue são as metas da Semam (Secretaria de Meio Ambiente) em Paranavaí.
Nesta quarta-feira (27) as equipes trabalharam com o plantio de mudas de dedaleiro, quaresmeira, ipê roxo e pata de vaca nos órgãos públicos. No total, 35 mudas estão sendo plantadas no Centro da Juventude, Colégio Estadual, Escola Ilda Campano e Conselho Tutelar durante esta semana.
No segmento de limpeza e combate à dengue, a Semam fez roçadas nas praças do Rotaty, Lions e do Japão, além dos canteiros da Avenida Tancredo Neves. Enquanto isso os agentes da Visa (Vigilância em Saúde) intensificaram as visitas de fiscalização e orientação no combate à dengue em residências e estabelecimentos comerciais dos jardins Morumbi, Santos Dumont, Centro e Sumaré.
Outros serviços – Dando continuidade aos trabalhos de manutenção e recuperação da malha viária, a Seinfra (Secretaria de Infraestrutura) seguiu com a execução dos serviços de base em solo cimento na Rua Antônio Cauneto (próximo à Unipar), que está sendo alargada. Em outras frentes de serviço, as equipes trabalharam também com a limpeza de bocas de lobo na Vila City e a recuperação da ponte São Cristóvão. A Seinfra participou ainda de um arrastão contra a dengue que foi realizado na Rua Joaquim Quintino da Silva, no Jardim Morumbi. Já a Seagri (Secretaria de Agricultura) seguiu com a readequação da Estrada São João e deu apoio no atendimento aos produtores com a Patrulha Rural.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

CONFIRA ABAIXO A RELAÇÃO DE ALGUMAS ESPÉCIES DE ÁRVORES INDICADAS PARA SEREM PLANTAS SOB REDE ELÉTRICA!

BARBATIMÃO (Stryphnodendron adstringens) – Nativa
Altura de 4 a 5m, floresce apartir de meados de setembro, prolongando-se até o final de novembro. Os frutos amadurecem de julho a setembro.



CEREJEIRA (Eugenia involucrata) – Nativa
Altura de 5 a 8m, dotada de copa arredondada, flores de coloração branca, com frutos de cor vermelha ou vinácea escura, comestível.





PATA-DE-VACA (Bauchinia fortificata) – Nativa
Altura de 5 a 9m. Planta de rápido crescimento, floresce a partir do mês de outubro, prolongando-se até janeiro.



QUARESMEIRA (Tibouchina granulosa) – Nativa
Altura de 8 a 12m, floresce duas vezes por ano, em junho-agosto e dezembro-março, sendo nesta última época mais abundante.




RESEDÁ OU EXTREMOSA (Lagerstroemia indica)
Altura de 4 a 6 metros, floresce de outubro a março




FLAMBOYANZINHO ( Caesalpinea pulcherrima)
Altura de 3 a 4m. Planta de rápido crescimento, floresce a partir do mês de outubro, prolongando-se até janeiro.




MANACÁ (Brunfelsia uniflora)
Originária do Brasil. Arvoretas de 2 a 3m de altura, floresce durante a primavera e verão



CAMÉLIA ( Camélia japonica) Altura: 6m


HIBISCO (Hibiscus sp
Altura até 5m




CALISTEMON OU ESCOVA DE GARRAFA ( Callistemon speciosus)
Altura de 3 a 7m



PAU-CIGARRA (Senna multifuga)


Altura: 6 a 10m. Obs.: indicado p/ ruas estreitas e sob rede elétrica; extremamente ornamental


CÁSSIA IMPERIAL (Cássia fistula) 
Altura:5m



domingo, 22 de setembro de 2013

AUMENTA NÚMERO DE PEDIDOS DE CORTES DE ÁRVORES EM PARANAVAÍ

Segundo o relatório, de janeiro a agosto de 2012 foram feitas 430 solicitações de cortes de árvores, uma média de 53 por mês. Este número aumentou para 535 solicitações (média de 66 por mês) no mesmo período deste ano
Hoje, 21 de setembro, comemora-se o Dia da Árvore. E como forma de conscientização sobre os benefícios e a importância da arborização nas cidades, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) divulgou um relatório que aponta o crescimento, mês a mês, no número de pedidos de cortes de árvores em Paranavaí.
Segundo o relatório, de janeiro a agosto de 2012 foram feitas 430 solicitações de cortes de árvores, uma média de 53 por mês. Este número aumentou para 535 solicitações (média de 66 por mês) no mesmo período deste ano.
Os meses com maior aumento no número de pedidos foram abril e maio. Em abril de 2012 foram 43 solicitações, contra 78 este ano; e em maio foram 53 solicitações em 2012 e 73 em 2013.
“O número de cortes aumenta principalmente nos meses de abril e maio, com a chegada do outono, e agosto e setembro com a primavera. São estações onde as folhas das árvores caem ou começam o aparecimento das flores e os moradores querem eliminar as árvores apenas pelo fato de se incomodarem com a sujeira. Mas é um período transitório”, destaca a bióloga Poliana Moraes.
Ela acrescenta: “Manter a arborização para garantir um ambiente com ar mais puro, com sombra, é fundamental. Por isso ressaltamos a importância de preservar as árvores e só solicitar o corte quando realmente a árvore estiver condenada, e ainda assim buscar a substituição por uma nova muda”.
DIA DA ÁRVORE - O dia 21 de setembro foi escolhido em razão da chegada da primavera. Mas antes da escolha dessa data, acontecia no país, na última semana de março, a festa Anual das Árvores, instituída pelo presidente Castelo Branco, em 1965.
Mais adiante, a árvore ganhou um dia especial em virtude de sua importância para a vida humana e também com a chegada da primavera, onde ganham nova vida e abrem lindas flores que dão origem a novas árvores.
 
Veja alguns benefícios do plantio de árvores em ambientes urbanos:
Redução do sol direto - O sol forte é tomado como um dos grandes problemas da maioria das ruas brasileiras, tornando pouco cômodo o passeio em ruas, que chegam a temperaturas e desconfortos insuportáveis na ausência de árvores.
Maior conforto térmico - Pode parecer que é uma afirmação precipitada, mas não é. Há uma regulação térmica das altas temperaturas. Isso se deve ao calor latente necessário para a evaporação da água da superfície das folhas. É um efeito semelhante ao do nebulizador ou do climatizador.
Aumento da umidade relativa do ar - O ar excessivamente seco é uma das maiores causas de problemas respiratórios, além de problemas de pele. O ar seco favorece a permanência da poeira no ar, além de secar as vias respiratórias, sendo péssimo para pessoas com alergias. A evaporação da água da superfície das folhas das árvores, aumenta a umidade relativa do ar, no local onde ela se situa, o que pode ser muito benéfico.
Atenuação sonora - É um fato cuja eficácia ainda não foi medida. Mesmo assim, há de fato uma redução das ondas sonoras, causada pelas folhas das árvores.
Redução da Poluição Urbana - As árvores no ambiente urbano têm considerável potencial de remoção de partículas e gases poluentes da atmosfera. No entanto, a capacidade de retenção ou tolerância a poluentes varia entre espécies e mesmo entre indivíduos da mesma espécie. Algumas árvores têm a capacidade de filtrar compostos químicos poluentes, como o dióxido de enxofre (SO2), o ozônio (O3) e o flúor. Mesmo considerando-se que as árvores podem agir com eficiência para minimizar os efeitos da poluição, isso só será possível por meio da utilização de espécies tolerantes ou resistentes. Os danos provocados pela poluição atmosférica podem ser muito significativos, dependendo principalmente das espécies utilizadas e dos índices de poluição.