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domingo, 28 de dezembro de 2014

DESCARTE DE LIXO EM TERRENOS BALDIOS AUMENTA RISCO DE EPIDEMIA DE DENGUE

Descarte de lixo em terrenos baldios aumenta risco de epidemia de dengue

Orientação é que os moradores façam o descarte correto de resíduos sólidos - Foto: Arquivo DN/Fabiano Fracarolli
O problema se estende há anos e parece que ainda falta muito para ser resolvido. O descarte irregular de lixo preocupa não somente pela questão ambiental, mas, também, por causa da dengue. É que muitos objetos jogados em terrenos baldios se tornam criadouros do Aedes aegypti, mosquito que transmite a doença.
O diretor da Vigilância em Saúde de Paranavaí, Randal Fadel Filho, disse que os agentes de controle de endemias estão atuando de forma intensiva para eliminar esses focos de larvas do Aedes aegypti. Mas a falta de conscientização dos moradores tem dificultado o trabalho.
Segundo Fadel Filho, a quantidade de mosquitos encontrada em Paranavaí revela o risco de uma nova epidemia de dengue na cidade, apesar de o número de casos positivos ser bem menor do que o registrado em 2013. De 1º de janeiro até ontem, foram 99 confirmações. No ano passado foram mais de 10 mil pessoas com a doença.
A orientação do diretor da Vigilância em Saúde para os moradores é que em vez de jogarem o lixo em terrenos vazios, deixem os resíduos em frente de casa para que sejam recolhidos pela equipe de coleta de lixo.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O MAPA DO LIXO

ESPELHO DO CONSUMO

Uma montanha que só cresce

O consumo em alta produz cada vez mais lixo. Com isso, os aterros operam no limite. Entre as soluções viáveis estão a reciclagem e a logística reversa.

Foto de Victor Moriyama
     
Gramacho, em Duque de Caxias (RJ), foi o maior depósito de rejeitos da América Latina por 34 anos. O lixão foi fechado em junho de 2012
 
Nos últimos anos, com certeza ficamos mais ricos. A afirmação do engenheiro Nelson Domingues, presidente da Ecourbis Ambiental, uma das concessionárias responsáveis pela coleta de lixo na cidade de São Paulo, vem acompanhada de preocupante constatação. "Lixo é reflexo de poder aquisitivo e consumo. Pela quantidade e pelo tipo de resíduo gerado, é possível ter uma noção da economia de uma cidade", explica Domingues.

Enquanto diz isso, estamos no topo de uma verde colina, de quase 160 metros de altura, a cerca de 30 quilômetros do centro de São Paulo, na divisa com os municípios de Mauá e Santo André. Do alto do morro, pisando na grama, assistimos ao voo de carcarás, quero-queros, bem-te-vis, falcões peregrinos, entre outras aves. Mas não estamos em nenhuma área preservada da Mata Atlântica. Sob nossos pés há enterradas 29 milhões de toneladas de lixo. "Isso nos faz refletir sobre nossos hábitos e sobre a sociedade de consumo em que vivemos", observa o engenheiro.

Equivalente à altura de um prédio de 40 andares, essa "montanha", com uma área 500 mil metros quadrados, é o aterro sanitário desativado Sítio São João. De 1992 a 2009, ele recebeu uma média de 175 mil toneladas de lixo por mês, geradas por 4,5 milhões de pessoas (que habitam 1,2 milhão de domicílios) das zonas sul e leste da capital paulista. Mesmo fora de operação, o que está abaixo de nós continua vivo. A relação entre o que compramos, levamos para casa e consumimos, ainda que efêmera, não se encerra nos grandes sacos pretos ou azuis em que colocamos o que sobrou nem quando os caminhões de coleta passam pela rua. "Os resíduos não desaparecem em um passe de mágica. Por causa da decomposição, são necessários monitoramento e controle geotécnico do aterro 24 horas por dia, pelos próximos 30 anos, para que não haja contaminação do solo, do ar e do lençol freático", explica Domingues. Marcos georreferenciais mostram a movimentação do solo e medidores indicam a pressão e a temperatura interna do aterro. Da deterioração dos resíduos ali depositados são drenados cerca de 21 milhões de litros de chorume (líquido proveniente da decomposição de matéria orgânica) por mês, um pouco menos da metade em relação à época em que o aterro estava em atividade. Além disso, 20 mil metros cúbicos de metano são extraídos por hora para gerar energia na maior usina termoelétrica do país, a Biogás. Ela funciona desde 2007 e por ano produz 200 mil megawatts, suficientes para abastecer uma cidade de até 400 mil habitantes.

Como São Paulo - maior metrópole da América do Sul e a décima cidade mais rica do planeta - não para de crescer e de gerar lixo, soluções e espaços para aterros precisam ser criados para destinar as atuais 18 300 toneladas de resíduos geradas todos os dias. A cada dia, um paulistano produz cerca de 1,5 quilo, segundo dados da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). Cerca de 12 mil toneladas diárias se originam nos domicílios (residências, condomínios e escritórios) e nas 871 feiras livres, realizadas todos os dias. O restante é resultado da varrição de ruas, do recolhimento de entulho descartado nas vias públicas e dos serviços de manutenção da cidade. Para dar conta de parte disso, ao lado do Sítio São João, desde 2010 opera a Central de Tratamento de Resíduos Leste, um aterro sanitário (veja as principais diferenças entre lixão, aterro sanitário e aterro controlado, no infográfico O Mapa do Lixo), com 1,1 milhão de metros quadrados, que, de segunda a sábado, recebe a visita de 250 caminhões - cada um deles deposita cerca de 30 toneladas de lixo. 

 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

SÃO CARLOS DO IVAÍ ASSINA CONVÊNIO PARA DESCARTE DE RESÍDUOS ORGÂNICOS NO ATERRO DE PARANAVAÍ



Foi assinado, na manhã desta segunda-feira (7), um termo de convênio para o descarte de resíduos orgânicos provenientes do município de São Carlos do Ivaí, no aterro municipal de Paranavaí.  Para o prefeito de São Carlos, Paulo Francisco Marinho Dutra, “o convênio é fundamental para municípios pequenos como o nosso, que encontram grandes dificuldades para operar um aterro sanitário próprio, já que os custos são altos. O Ministério Público nos cobrou providências rapidamente e a melhor forma de descartar nosso lixo orgânico é esta oportunidade que o município de Paranavaí está nos abrindo”.
Dutra disse ainda que agora o novo desafio é trabalhar em uma campanha de conscientização da população de São Carlos, para a separação correta do lixo. “Queremos que cada um faça sua parte para que este descarte de resíduos no aterro seja bem otimizado. Paranavaí, como cidade pólo da nossa região, teve essa iniciativa de abrir a utilização do aterro para os municípios menores, e esse apoio é importante para que possamos tomar o rumo certo nas questões ambientais”, frisou.
São Carlos do Ivaí é o segundo município da região a assinar um convênio para descartar seus resíduos orgânicos no aterro de Paranavaí. Tamboara já é conveniado e nos próximos dias o município de Mirador também deve assinar o termo de convênio para o início das atividades.
“Quando iniciamos o CICA (Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental) a ideia já era disponibilizar o aterro aos municípios consorciados. Gerenciar um aterro próprio custa em média R$ 60 mil só para operar as atividades, sem contar todo o trabalho de coleta que precisa ser feito, e sabemos que para os municípios menores isso fica inviável. Com estes convênios Paranavaí estreita as relações com os municípios vizinhos e age para proteger o meio ambiente e os nossos mananciais hídricos, diminuindo os riscos de contaminação do lençol freático, já que o problema do lixo não obedece limites geográficos. Certamente o prefeito de São Carlos do Ivaí fez uma opção eficiente e econômica para gerenciar os resíduos de seu município”, destacou o prefeito de Paranavaí, Rogério Lorenzetti.
Através do convênio, o município de São Carlos do Ivaí pode descartar exclusivamente seus resíduos orgânicos no aterro sanitário de Paranavaí, com um curso de apenas R$ 67,20 por tonelada. O transporte, entrega e descarregamento no aterro são de responsabilidade do próprio município. “Não é permitido o descarte de resíduos da saúde, industriais ou qualquer outro que não seja orgânico. Além disso, o município conveniado deve fazer um trabalho de gravimetria anual para poder prorrogar o prazo do convênio, que inicialmente é de 12 meses”, explicou o secretário de Meio Ambiente de Paranavaí, João Marques.
A assinatura do convênio foi acompanhada pelo secretário de Educação de São Carlos do Ivaí, Rildo Alves; pelo diretor do departamento de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente daquele municípios, Valdir Menchi; e pelo direto de Gestão Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Paranavaí, Edson Hedler.