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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Obras da nova célula do aterro sanitário devem ser finalizadas no próximo mês


O prefeito Rogério Lorenzetti esteve terça-feira no aterro sanitário de Paranavaí, local onde está sendo construída uma nova célula para descarte de lixo e resíduos. Além de Paranavaí, outras seis cidades utilizam o aterro: Tamboara, Mirador, Nova Aliança do Ivaí, Alto Paraná, São Carlos do Ivaí e Presidente Castelo Branco.
O responsável técnico pela construção do aterro, Luiz Antônio Bertucci Filho, engenheiro ambiental da empresa Transresíduos, acredita que na segunda metade do mês de outubro, a célula estará pronta. 
“A confecção de um aterro sanitário tem várias etapas, e estamos finalizando a primeira. Construímos uma trincheira de 19 mil m² e aplicamos um sistema que isola o lixo do solo para não existir contaminação. Após esta etapa, faremos uma proteção mecânica para que a célula tenha conservação. Ainda teremos que fazer os drenos de líquidos e gases, o que nos leva a acreditar que dentro de um mês, estaremos com a célula pronta”, explicou.
A célula tem expectativa de duração de 5 anos e os investimentos superam R$ 1,5 milhão por conta dos processos de engenharia e os cuidados ambientais. 
“É importante salientar aos moradores de Paranavaí e dos municípios que utilizam o aterro sanitário como destinação final dos seus resíduos, que de acordo com a lei, eles estão destinando o lixo de forma ambientalmente correta, sem poluição do solo, da água, garantido saúde e o meio ambiente preservado”, concluiu o engenheiro.
Para o prefeito Rogério Lorenzetti, “essa é uma importante iniciativa para toda a destinação do lixo da cidade, mas também a conservação ambiental que pode ser feita com o trabalho de reciclagem feito de maneira correta. Pedimos à população que separem corretamente os resíduos em sua casa para que todo o processo seja facilitado e não venhamos a ter prejuízos no meio ambiente. Essa é a segunda célula que construímos desde que assumi a Prefeitura, e esperamos que ela dure mais que as outras”, afirmou Lorenzetti.

fonte: https://www.diariodonoroeste.com.br/noticia/paranavai/local/81347-obras-da-nova-celula-do-aterro-sanitario-devem-ser-finalizadas-no-proximo-mes

segunda-feira, 8 de junho de 2015

MEIO AMBIENTE

Município de Nova Esperança também deverá integrar o Consórcio Ambiental

Município de Nova Esperança também deverá integrar o Consórcio AmbientalO prefeito Gerson Zanusso (de Nova Esperança) está ultimando os entendimentos para passar a integrar o CICA até o final do ano

O prefeito Rogério Lorenzetti e o secretário executivo do Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (CICA), João Marques, estão cumprindo uma agenda de visitas aos municípios vizinhos de Paranavaí, com o intuito de convidar para a participação destes no Consórcio. Esta semana a visita foi feita aos prefeitos Ademir Mulon (Cruzeiro do Sul), que já integra o CICA, e Gerson Zanusso (Nova Esperança), que está ultimando os entendimentos para passar a integrar o CICA até o final do ano.
“A intenção é oficializar os convites aos municípios para unir forças conosco através do Consórcio e aumentar nossa representatividade para desenvolver projetos e buscar soluções conjuntas para resolver problemas pontuais comuns. Com a integração de novos municípios ao Consórcio, criamos um volume em termos de população muito importante para conquistar novos recursos", frisou Lorenzetti.
Segundo o secretário executivo do CICA, João Marques, “alguns projetos de captação de recursos governamentais exigem um mínimo de 200 mil habitantes. Quanto mais municípios tivermos participando do Consórcio, mais facilmente conseguimos captar estes recursos. Nova Esperança é um município de quase 30 mil habitantes, fica perto de Paranavaí, é um município de bom relacionamento com Paranavaí, e ter um município como este integrando o CICA é muito importante para continuarmos alavancando o desenvolvimento da nossa região”, destacou.
Sustentabilidade - O Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental foi montado inicialmente para unir os municípios vizinhos na questão do tratamento e destinação dos resíduos sólidos. “Mas a sua atuação tem sido muito mais ampla. Hoje já conseguimos desenvolver projetos para captação do ICMS Ecológico e fundos de participação governamentais, como o Fundo da Sanepar. Esses recursos já estão sendo repassados para os municípios, que agora já conseguem pagar as mensalidades do Consórcio sem onerar seus cofres públicos locais. O CICA já tem sustentabilidade financeira, gera recursos para os municípios através deste trabalho integrado e se paga sozinho”, explicou o secretário executivo.
O CICA conta hoje com 12 municípios integrantes ativos e já tem mais alguns em fase final de entendimento para integração, como é o caso de Guairaçá e Nova Esperança.

segunda-feira, 30 de março de 2015

MUNICÍPIO E SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO URBANO PODEM DESENVOLVER PROJETO PILOTO




Na audiência em que mantiveram na semana passada, o prefeito Rogério Lorenzetti e o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior, iniciaram tratativas para o desenvolvimento de um projeto piloto em Paranavaí para instalar no aterro sanitário um sistema para produção e aproveitamento do gás metano a ser utilizado como combustível para algumas indústrias ou mesmo para geração de energia elétrica, através de uma usina termoelétrica.
“Em algumas viagens, no Brasil e no exterior, conheci técnicas de aproveitamento do gás metano produzido a partir de resíduos e acho que podemos desenvolver alguns projetos para ver a viabilidade econômica de produção de gás metano para indústrias ou para a produção de eletricidade”, disse o secretário.
De imediato o prefeito Rogério Lorenzetti se dispôs a fazer a parceria com a SEDU para este projeto. Pela distância do Distrito Industrial de Paranavaí (DIP) do aterro sanitário, considera inviável a produção de gás metano para a indústria, mas considerou razoável a instalação de uma usina termoelétrica.
O deputado Sebastião Medeiros ficou encarregado de atuar para viabilizar o projeto piloto. “Precisamos de iniciativas como estas e estarei a disposição da SEDU e dos técnicos da prefeitura para viabilizar um projeto piloto que depois poderá ser aplicado em todo o Estado, disse o parlamentar.

sexta-feira, 20 de março de 2015

COOPERVAÍ PROCESSA 100 TONELADAS DE MATERIAIS RECICLÁVEIS POR MÊS

Coopervaí processa 100 toneladas de materiais recicláveis por mês

Pelo volume de materiais recicláveis, seria preciso haver mais cooperados, mas falta espaço
Foto: Fabiano Fracarolli

Pelo menos 20 toneladas de resíduos retornáveis são recolhidas das ruas a cada semana. Com esse volume todo, o trabalho na Cooperativa de Seleção de Materiais Recicláveis e Prestação de Serviços de Paranavaí (Coopervaí) não para: em um mês, são processadas quase 100 toneladas de papelões, papéis, plásticos, vidros e metais.
De acordo com a cooperada Santina Dias dos Santos, uma das fundadoras da Coopervaí, 35 pessoas trabalham no local, mas, pelo volume de coleta, seria necessário ampliar o número. A dificuldade está na falta de espaço para acolher novos cooperados. “Precisamos expandir, mas não temos condições. A lista de candidatos esperando uma oportunidade é grande, e nós queremos ajudar”.
Santina falou sobre a importância da Coopervaí. “É um trabalho que não fazemos só para nós. É para a comunidade toda”. E ela tem razão. Além de reduzir a quantidade de lixo enviado ao aterro sanitário, a cooperativa gera emprego e renda para dezenas de pessoas. “Isso é crescimento para a cidade”, destacou.
Mas ainda há problemas que precisam ser resolvidos. Além da falta de espaço para receber mais materiais recicláveis e, assim, ampliar o número de cooperados, outras situações preocupam Santina. Um exemplo: a Coopervaí tem uma empilhadeira que nunca foi usada porque não foi possível levá-la até o local, porque a frente da cooperativa não é asfaltada, o que impossibilita o transporte da máquina.
A falta de cuidados dos moradores na hora de separar materiais recicláveis e lixo comum também preocupa. Os cooperados ainda encontram fraldas, papéis higiênicos, restos de alimentos, vidros quebrados, seringas e uma série de outros itens que deveriam ser levados ao aterro sanitário. “Prejudica nosso trabalho e atrapalha o processamento”, disse Santina.
Mas não é o único problema. O excesso de materiais que não deveriam ser levados à Coopervaí ocupa espaços que poderiam ser destinados a mais produtos recicláveis, sem contar o fato de que podem provocar acidentes envolvendo os próprios cooperados. “A gente pode até se furar numa agulha dessas”, comentou a cooperada. 
DENGUE - Questionada sobre a possibilidade de haver criadouros de larvas do mosquito da dengue, Santina garantiu que os riscos são mínimos, uma vez que os cuidados para não deixar água acumulada dentro dos recipientes são diários. Quando chove, algumas pessoas ficam responsáveis exclusivamente para cuidar dessa questão.

Fonte: REINALDO SILVA - Da Redação



quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

COM CUSTO ESTIMADO EM MAIS DE R$ 1,5 MILHÃO, NOVA CÉLULA DO ATERRO COMEÇA A SER CONSTRUÍDA



Em andamento a escavação da nova célula de aterro que irá abrigar os resíduos sólidos gerados por moradores de Paranavaí e de municípios da região que depositam aqui os seus resíduos orgânicos através de convênio. Com um custo estimado em mais de R$ 1,5 milhão, a nova célula deverá ter uma vida útil de aproximadamente três anos, que pode ser prolongada com a adoção da separação do lixo reciclável e do consumo consciente por parte da comunidade.
A escavação do novo ponto de aterro está sendo executada pelo município (com maquinários terceirizados) e paga com recursos provenientes do Fundo Municipal de Meio Ambiente, que recebe da Sanepar 1% de toda a arrecadação feita na cidade.
Já para o pagamento do restante da obra – impermeabilização com manta, proteção mecânica da manta e drenagem de líquidos – o prefeito Rogério Lorenzetti está pleiteando junto ao Governo do Estado o financiamento do recurso. No último dia 16, o gestor esteve em Curitiba onde participou de uma audiência com os gerentes, coordenadores e assessores da Agência de Fomento do Paraná e com o secretário de estado de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior, para discutir detalhes do projeto.
Nesta terça-feira, 27, Lorenzetti vistoriou o andamento das obras no aterro sanitário municipal acompanhado do secretário de Meio Ambiente, Edson Hedler, do engenheiro sanitarista da empresa Transresíduos e responsável técnico pelo local, Edson Bertussi, e do diretor da empresa, William Kowalski.
Para ele, os investimentos feitos no local são fundamentais para a correta destinação dos resíduos sólidos e para reduzir os impactos causados ao meio ambiente. “Nosso aterro tem sido usado como modelo para outras cidades por sua destinação ecologicamente correta do lixo doméstico. Ciente da importância disso para o futuro das próximas gerações e já nos antecipando às necessidades do município em um futuro breve, providenciamos a compra de um terreno situado ao lado do aterro, que irá possibilitar a construção de mais quatro células. Com isso, poderemos ampliar em mais 10 anos a vida útil do aterro municipal, que passará de aproximadamente 16 anos para 26 anos de durabilidade, segundo estimativas”, salientou Lorenzetti.
Lorenzetti também está pleiteando recursos de uma linha de financiamento disponibilizada pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para a construção de mais células e de uma usina de compostagem. “A usina permite transformar resíduos orgânicos em uma espécie de adubo, reduzindo assim o volume de lixo que vai para o aterro e, consequentemente, aumentando a vida útil das células”, completou o prefeito.
CONVÊNIO COM OUTROS MUNICÍPIOS – Atualmente, cinco municípios da região possuem convênio para o descarte de resíduos orgânicos no aterro municipal de Paranavaí. Através do mesmo, os municípios podem descartar exclusivamente seus resíduos orgânicos no aterro, com um custo de R$ 80,24 por tonelada. O transporte, a entrega e o descarregamento no aterro são de responsabilidade dos municípios conveniados, e não é permitido o descarte de resíduos da saúde, industriais ou qualquer outro que não seja orgânico, sendo necessária para isso a adoção da coleta seletiva de lixo.
A separação do lixo reciclável é acompanhado e fiscalizado através de uma gravimetria anual, que também aponta a possibilidade de prorrogação do prazo do convênio.
De acordo Hedler, Paranavaí investe atualmente cerca de R$ 60 mil por mês apenas na operação do aterro e outros R$ 60 mil em coleta seletiva. “Existe um estudo que aponta que o aterro se torna viável a partir de 80 mil habitantes e autossustentável a partir de 150 mil habitantes, que é quando ele não precisa mais utilizar de recursos livres para a sua manutenção. Isso mostra que os convênios, além de beneficiar os municípios vizinhos, também ajuda Paranavaí a manter o seu aterro de uma forma economicamente sustentável. Nossa expectativa é que a construção de uma próxima célula poderá inclusive ser custeada apenas com os recursos provenientes dos convênios”, observou o secretário.
 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

MUNICÍPIO PLEITEIA FINANCIAMENTOS PARA CONCLUSÃO DE NOVA CÉLULA E AMPLIAÇÃO DO ATERRO SANITÁRIO


 
O prefeito Rogério Lorenzetti esteve reunido em audiência nesta sexta-feira (16), em Curitiba, com os gerentes, coordenadores e assessores da Fomento Paraná para discutir detalhes do projeto de financiamento no valor de R$ 3,5 milhões ara projetos que visam cumprir com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os recursos são de uma linha de financiamento disponibilizada pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que liberou aproximadamente R$ 140 milhões para o Paraná financiar projetos de tratamento de destinação de resíduos sólidos.
“Paranavaí foi escolhida como referência na área de gerenciamento de resíduos para uma visita da missão Francesa no início de 2014. Eles consideram a nossa cidade um exemplo para as demais cidades, tanto pela forma que conduzimos a questão quanto pela forma de organização dos municípios, através do Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (Cica)”, salientou Lorenzetti.
Segundo o gerente de operações do Setor Público, Jorge Sebastião de Bem, pela classificação feita pelo Governo do Estado, “Paranavaí está em primeiro lugar entre os demais municípios pelo modelo ambientalmente correto com que conduz a questão do tratamento e destinação dos resíduos e também pela formação de um consórcio, que é um modelo que defendemos por dar sustentabilidade à região, evitando desperdício de espaço e dinheiro, e se adaptando a todas as práticas de preservação ambiental difundidas atualmente. A tendência para o futuro é reduzir ao mínimo a quantidade de resíduos que vai para o aterro – teríamos que chegar a apenas 10% do total – e sabemos que temos muito a caminhar para isso, mas o que vemos hoje é que Paranavaí está caminhando muito bem, se tornando inclusive destaque no estado”, declarou.
Enquanto o projeto de financiamento para ampliação do aterro e construção de novas instalações para separação dos resíduos segue em análise, Lorenzetti dá andamento em outro projeto de financiamento que está pleiteando junto ao Governo do Estado para concluir a construção de uma nova célula no aterro sanitário.
“Estamos pleiteando R$ 1,5 milhão junto ao Estado para a compra da manta que será colocada na nova célula, que já está sendo aberta. A nossa estimativa é que esta nova célula – maior que as demais - tenha uma durabilidade de aproximadamente quatro anos atendendo Paranavaí e os municípios da região que aqui depositam seus resíduos orgânicos através de convênio. Isso porque, a nossa intenção é reduzir cada vez mais a quantidade de resíduos que vai para o aterro, através do reaproveitamento dos demais materiais”, observou o prefeito.
Participaram da reunião o assessor da presidência, Mario João Figueiredo, a coordenadora do Núcleo de Projetos, Mayara Puchalski, o analista de Desenvolvimento, Gustavo Mattana, e o chefe de Gabinete da instituição, João Elias de Oliveira.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

GRAVIMETRIA VAI REVELAR OS DOIS SETORES COM MELHOR COLETA SELETIVA DO MUNICÍPIO

Teve início nesta semana mais um estudo gravimétrico no aterro sanitário de Paranavaí que vai revelar os dois setores do município com melhor coleta seletiva. O Concurso de Melhor Separação de Resíduos por Setor de Coleta é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) e visa difundir e incentivar a prática da separação do lixo reciclável entre os moradores do município.
O estudo, também chamado de composição gravimétrica, consiste basicamente em uma pesquisa por amostragem para quantificar e qualificar os tipos de resíduos descartados pela população, destinados ao aterro sanitário. “Quanto mais resíduos orgânicos e menos material reciclável, melhor está sendo realizada a separação do lixo no setor”, explica o secretário interino de Meio Ambiente, Edson Hedler.
 Os setores campeões deverão ser conhecidos nos próximos 15 dias e receberão como prêmio um conjunto de benfeitorias no valor de R$ 300 mil (200 mil para o primeiro colocado e 100 mil para o segundo) que serão consignados no orçamento de 2015.
A escolha das obras será feita por meio de votação com a comunidade. Os moradores poderão optar por um conjunto de obras ou apenas uma benfeitoria, desde que não ultrapasse o valor do prêmio. Podem ser escolhidas obras de recapeamento de vias com CBUQ, drenagem e pavimentação asfáltica com rampas de acessibilidade, instalação de abrigos de ônibus, Academias da Terceira Idade, instalação de lixeiras ou redutores de velocidade (lombadas), reformas e revitalização de prédios públicos de até 300 m2, construção ou revitalização de praças, instalação de parques de diversão infantis e outras opções.
VENCEDOR DA PRIMEIRA ETAPA - A primeira etapa do concurso, realiza em dezembro do ano passado, teve como vencedor o Setor 6, que engloba os jardins Ipê e Santos Dumont. O prêmio de R$ 100 mil será investido na instalação de abrigos de ônibus e na construção de duas ACL´s (Academia Comunitária Livre), uma para cada bairro, que já foram licitadas e devem ser entregues nas próximas semanas.
Segundo dados do estudo gravimétrico realizado pelo município no primeiro semestre de 2013, mais de R$ 4,5 milhões em materiais recicláveis são despejados no aterro sanitário da cidade todos os anos. Por mês, duas toneladas de resíduos que poderiam ser reaproveitados vão para o aterro, um desperdício de R$ 372 mil por mês. O estudo apontou ainda que 34% dos resíduos que são jogados fora pela população poderiam ser reciclados.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

ATERRO SANITÁRIO DE PARANAVAÍ É REFERÊNCIA PARA OUTROS MUNICÍPIOS DO PAÍS


Aterro sanitário de Paranavaí é referência para outros municípios do país

Cada dia mais cidades do estado e do país estão buscando em Paranavaí informações e referências para a implantação de diversas iniciativas na área ambiental. Nesta quinta-feira (22), uma comitiva de Caarapó (Mato Grosso do Sul) visitou a cidade e conheceu, in loco, as políticas ambientais do município.
Acompanhados do secretário interino de Meio Ambiente, Edson Hedler, e do secretário executivo do Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (CICA), João Marques, o prefeito de Caarapó, Mário Valério, o secretário de Serviços Urbanos, Jorge Tadeu Lopes, e engenheiro ambiental Gustavo Becker Silva, visitaram o aterro sanitário, a Cooperativa de Seleção de Materiais Recicláveis e Prestação de Serviços de Paranavaí (Coopervaí) e a sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, onde conheceram os projetos da coleta seletiva de lixo e arborização.
“Dos aterros que já tive a oportunidade de visitar, esse merece nota 100. Está de parabéns e acho que serve de exemplo para os outros municípios”, destacou o prefeito que está trabalhando na implantação de um aterro em seu município. De acordo com a Lei Nacional 12.305, após agosto de 2014 o Brasil não poderá mais ter lixões, que deverão substituídos pelos aterros sanitários.
A política ambiental de Paranavaí também foi elogiada pelas autoridades sul-matogrossenses. “Foram visitas muito proveitosas e acredito que vamos levar bons exemplos aqui do município. Conversamos com os funcionários da Cooperativa e reunimos ideias que pretendemos implantar no nosso município”, destacou Valério.
GABINETE – Antes das visitas, as autoridades sul-matogrossenses foram recebidas pelo prefeito Rogério Lorenzetti, em seu gabinete de trabalho. Ele ressaltou a importância do trabalho ambiental realizado na cidade não só para o meio ambiente, mas para o desenvolvimento econômico e social. “O município conseguiu montar uma estrutura muito grande em torno disso, inclusive gerando renda e empregos. Hoje, são mais de 110 famílias que vivem da renda gerada pelo lixo em Paranavaí”, apontou o prefeito.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

 Palestra sobre a separação de lixo reciclável, no colégio Unidade Polo no dia 13 de maio.




Após palestra alunos visitam o Aterro Sanitário de Paranavaí.



quarta-feira, 30 de abril de 2014

PARANAVAÍ É INDICADA PELO ESTADO PARA TER ACESSO A FINANCIAMENTO DE R$ 3,5 MILHÕES JUNTO À FOMENTO PARANÁ

Paranavaí foi a primeira cidade do estado a ser indicada pela Fomento Paraná – instituição financeira de desenvolvimento pertencente ao Governo do Estado – para ter acesso a um financiamento no valor de R$ 3,5 para projetos que visam cumprir com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina o fim dos lixões a céu aberto até agosto deste ano. Os recursos são de uma linha de financiamento disponibilizada pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que liberou aproximadamente R$ 140 milhões para o Paraná financiar projetos de tratamento de destinação de resíduos sólidos.
Nesta terça-feira, 29, o prefeito Rogério Lorenzetti e o secretário interino de Meio Ambiente do município, Edson Hedler, participaram, em Curitiba, de uma reunião na sede da Fomento Paraná para discutir a viabilização do financiamento com recursos da AFD.
Prefeito e secretário foram recebidos pelo presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa, e pelos assessores Domingos Portilho, Mário Figueiredo e Fernando Mazon, com quem discutiram os detalhes para o encaminhamento da carta proposta de financiamento para os projetos, que deverá beneficiar todos os municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica).
“Durante a audiência fizemos uma explanação sobre as políticas adotadas na área da gestão de resíduos sólidos e que colocam Paranavaí como referência no estado, inclusive recebendo elogios dos franceses que visitaram o nosso município em janeiro. Nesta lista se destacam a coleta seletiva, a operação do nosso aterro sanitário, obedecendo todas as normas, e a formação do Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental, que permite que o município receba os resíduos de três cidades vizinhas que não contam com aterro próprio”, destacou Edson.
Segundo o secretário, se aprovado o financiamento, o município deverá utilizar o recurso para a construção de uma nova célula no aterro, ampliação da área do aterro, com aquisição de um terreno situado ao lado, e contratação de um Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Regional, que deverá atender todos os municípios do consórcio.
A carta proposta deve ser apresentada até o dia 10 de maio e será analisada por técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente. As tratativas com a Agência Francesa de Desenvolvimento para obter a linha de financiamento estão em andamento desde agosto de 2013. Uma missão da AFD virá ao Paraná em maio, quando devem ser apresentados os pedidos de financiamento.
“Estamos muito otimistas com a possibilidade desta linha de crédito, uma vez que Paranavaí foi a primeira cidade do estado selecionada para ter acesso. Isso aconteceu pelo fato do nosso município já estar bem avançado na gestão de resíduos sólidos, inclusive com um consórcio constituído. As autoridades foram unânimes em afirmar que, sem o consórcio, não haveria possibilidade de financiamento”, observou Lorenzetti.
CONSÓRCIO - O Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (CICA), de iniciativa do prefeito Rogério Lorenzetti, foi fundado no início de 2012 com o objetivo de unir forças para conseguir mais recursos e investimentos em projetos e ações para o desenvolvimento da região, em especial na área ambiental. O Consórcio é composto por dez municípios e, segundo Lorenzettti, é um modelo que funciona. “Na questão ambiental, que hoje é nosso foco principal, a união dos municípios otimiza os custos e ajuda a diminuir os impactos ambientais”, apontou.
Quando esteve em Paranavaí com a missão francesa, em janeiro deste ano, o assessor da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Laerte Dudas, afirmou que “o modelo consorciado é uma tendência mundial e algo que dá certo, principalmente quando se tem prefeitos comprometidos como é o caso do Rogério, que busca fazer de Paranavaí referência no assunto. Uma coisa é um município fazendo a coleta seletiva sozinho. Outra coisa é um grupo de vários municípios fazendo a coleta em grande escala, o que gera um maior aproveitamento e renda”, salientou o assessor na época.
Segundo ele, a linha de financiamento aprovada pela AFD tem juros bem abaixo do mercado e o objetivo do Governo do Estado é auxiliar, por meio do seu corpo técnico, os municípios para que possam elaborar bons projetos que possam ter acesso ao recurso internacional.

quarta-feira, 12 de março de 2014

CICA TEM ATRAÍDO MUNICÍPIOS DA REGIÃO QUE BUSCAM REGULARIZAR GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Em pouco mais de um mês, Paranavaí já recebeu a visita de representantes de cinco municípios da região interessados em aderir ao Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica) com o objetivo de regularizar a situação do descarte de resíduos sólidos e cumprir com a Lei Nacional 12.305. Pela Lei, após agosto de 2014 o Brasil não poderá mais ter lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Além disso, os resíduos recicláveis não poderão ser enviados para os aterros sanitários e os municípios que desrespeitarem a norma podem ser multados.
Primeiro foi a vez dos municípios de Jardim Olinda, Paranapoema, Itaguajé e Floraí buscarem informações referentes ao consórcio, tendo em vista as dificuldades para estas cidades gerenciarem seus aterros próprios. Mais recentemente, na última segunda-feira (10), foi a vez do município de Presidente Castelo Branco que, através da prefeita Gisele Faccin e da secretária de Fazenda, Maria Bandeira, buscou informações necessárias para a adesão ao CICA junto ao prefeito Rogério Lorenzetti e o secretário de Meio Ambiente, João Marques.
REFERÊNCIA - “Paranavaí está muito avançada quanto à organização da destinação de resíduos sólidos, com um aterro em funcionamento operando sem problemas. Temos acompanhado pela mídia e vimos, inclusive, a visita de uma missão francesa que elogiou os projetos ambientais do município. E nesse sentido nós estamos buscando parcerias em que possamos confiar. [...] Nesse momento o consórcio é a forma mais viável para o nosso município solucionar essa questão”, afirma Gisele.
Além do alto custo para se operar um aterro próprio, a prefeita também destaca outros dois problemas: a falta de maquinário e funcionários. “Estamos sempre mantendo diálogo com o Ministério Público e eles vêm nos cobrando a questão da correta destinação do resíduo sólido e a gente sabe que tem que cumprir essa lei até agosto de 2014. Vamos fazer uma reunião, discutir esse assunto com os vereadores e tomar as providências para regularizar essa situação o mais breve possível”, frisa a prefeita.
COMO FUNCIONA - O CICA é composto por dez municípios, sendo que três deles (Tamboara, Mirador e São Carlos do Ivaí) já descartam seus resíduos sólidos no aterro de Paranavaí. Através do convênio, eles descartam exclusivamente seus resíduos orgânicos com um custo aproximado de R$ 70,00 por tonelada. O transporte, entrega e descarregamento no aterro são de responsabilidade dos próprios municípios.
“Tudo isso só foi possível graças à criação do Consórcio CICA, de iniciativa do prefeito Rogério Lorenzetti, fundado no início de 2012 com o objetivo de unir forças para conseguir mais recursos e investimentos em projetos e ações para o desenvolvimento da região, em especial na área ambiental. Por meio do Consórcio, conseguimos pleitear recursos que antes não tínhamos acesso, porque agora temos um contingente populacional maior (somando os municípios da região) que atinge as exigências das esferas estadual e federal. Isso será muito relevante no momento em que tivermos que pleitear recursos para a construção da nova célula do aterro, que terá um custo aproximada de R$ 2 milhões”, destaca João Marques.
IMPORTÂNCIA - De acordo com ele, a grande parte das políticas públicas do Governo Federal e repasses destinados ao setor são direcionados para municípios com menos de 50 mil habitantes ou com mais de 100 mil ou, ainda, cidades consorciadas, e por isso é tão importante a formação de consórcios, onde os municípios se agrupam e podem pleitear recursos maiores junto às esferas Federal e Estadual.
Segundo Lorenzetti, a maioria dos municípios não tem estrutura para construir e manter um aterro próprio em razão do seu custo elevado e esse convênio, tanto quanto o consórcio, vem para ajudar a resolver essas e outras questões. “Gerenciar um aterro próprio custa em média R$ 60 mil só para operar as atividades, sem contar o investimento na construção de novas células e todo o trabalho de coleta que precisa ser feito, e sabemos que para os municípios de menor porte isso é inviável. Com estes convênios Paranavaí estreita as relações com os municípios vizinhos e age para proteger o meio ambiente e os nossos mananciais hídricos, diminuindo os riscos de contaminação do lençol freático, já que o problema do lixo não obedece limites geográficos”, aponta Rogério.
RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA - Para ele, o consórcio é uma estratégia de médio a longo prazo que amplia a área de influência de Paranavaí e garante benefícios para todos os municípios envolvidos. “Através do convênio, onde cada município paga pela quantidade de lixo que é depositada, conseguimos compartilhar as responsabilidades sobre o lixo, dar sustentabilidade ao aterro e desonerar os cofres do município, que antes tinha que arcar com todo o custo da manutenção sozinho. Com mais gente para dividir a conta, acaba sobrando recursos que poderão ser investidos em outras áreas”, finaliza Lorenzetti.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O MAPA DO LIXO

ESPELHO DO CONSUMO

Uma montanha que só cresce

O consumo em alta produz cada vez mais lixo. Com isso, os aterros operam no limite. Entre as soluções viáveis estão a reciclagem e a logística reversa.

Foto de Victor Moriyama
     
Gramacho, em Duque de Caxias (RJ), foi o maior depósito de rejeitos da América Latina por 34 anos. O lixão foi fechado em junho de 2012
 
Nos últimos anos, com certeza ficamos mais ricos. A afirmação do engenheiro Nelson Domingues, presidente da Ecourbis Ambiental, uma das concessionárias responsáveis pela coleta de lixo na cidade de São Paulo, vem acompanhada de preocupante constatação. "Lixo é reflexo de poder aquisitivo e consumo. Pela quantidade e pelo tipo de resíduo gerado, é possível ter uma noção da economia de uma cidade", explica Domingues.

Enquanto diz isso, estamos no topo de uma verde colina, de quase 160 metros de altura, a cerca de 30 quilômetros do centro de São Paulo, na divisa com os municípios de Mauá e Santo André. Do alto do morro, pisando na grama, assistimos ao voo de carcarás, quero-queros, bem-te-vis, falcões peregrinos, entre outras aves. Mas não estamos em nenhuma área preservada da Mata Atlântica. Sob nossos pés há enterradas 29 milhões de toneladas de lixo. "Isso nos faz refletir sobre nossos hábitos e sobre a sociedade de consumo em que vivemos", observa o engenheiro.

Equivalente à altura de um prédio de 40 andares, essa "montanha", com uma área 500 mil metros quadrados, é o aterro sanitário desativado Sítio São João. De 1992 a 2009, ele recebeu uma média de 175 mil toneladas de lixo por mês, geradas por 4,5 milhões de pessoas (que habitam 1,2 milhão de domicílios) das zonas sul e leste da capital paulista. Mesmo fora de operação, o que está abaixo de nós continua vivo. A relação entre o que compramos, levamos para casa e consumimos, ainda que efêmera, não se encerra nos grandes sacos pretos ou azuis em que colocamos o que sobrou nem quando os caminhões de coleta passam pela rua. "Os resíduos não desaparecem em um passe de mágica. Por causa da decomposição, são necessários monitoramento e controle geotécnico do aterro 24 horas por dia, pelos próximos 30 anos, para que não haja contaminação do solo, do ar e do lençol freático", explica Domingues. Marcos georreferenciais mostram a movimentação do solo e medidores indicam a pressão e a temperatura interna do aterro. Da deterioração dos resíduos ali depositados são drenados cerca de 21 milhões de litros de chorume (líquido proveniente da decomposição de matéria orgânica) por mês, um pouco menos da metade em relação à época em que o aterro estava em atividade. Além disso, 20 mil metros cúbicos de metano são extraídos por hora para gerar energia na maior usina termoelétrica do país, a Biogás. Ela funciona desde 2007 e por ano produz 200 mil megawatts, suficientes para abastecer uma cidade de até 400 mil habitantes.

Como São Paulo - maior metrópole da América do Sul e a décima cidade mais rica do planeta - não para de crescer e de gerar lixo, soluções e espaços para aterros precisam ser criados para destinar as atuais 18 300 toneladas de resíduos geradas todos os dias. A cada dia, um paulistano produz cerca de 1,5 quilo, segundo dados da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). Cerca de 12 mil toneladas diárias se originam nos domicílios (residências, condomínios e escritórios) e nas 871 feiras livres, realizadas todos os dias. O restante é resultado da varrição de ruas, do recolhimento de entulho descartado nas vias públicas e dos serviços de manutenção da cidade. Para dar conta de parte disso, ao lado do Sítio São João, desde 2010 opera a Central de Tratamento de Resíduos Leste, um aterro sanitário (veja as principais diferenças entre lixão, aterro sanitário e aterro controlado, no infográfico O Mapa do Lixo), com 1,1 milhão de metros quadrados, que, de segunda a sábado, recebe a visita de 250 caminhões - cada um deles deposita cerca de 30 toneladas de lixo. 

 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

“A GESTÃO AMBIENTAL DE PARANAVAÍ SE TORNOU UM MODELO DE CONSULTORIA PARA OUTROS MUNICÍPIOS”, AVALIA SECRETÁRIO

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) recebeu esta semana mais uma correspondência com pedido de orientações sobre a formação de consórcios ambientais, fiscalização dos grandes geradores de resíduos e outras informações sobre a legislação para os trabalhos de gestão ambiental. Desta vez foi a Secretaria de Agropecuária e Meio Ambiente do município de Lapa-PR que buscou em Paranavaí a referência para os trabalhos.
“Gestores de várias cidades paranaenses como Foz do Iguaçu, Guarapuava e Lapa, além de alguns de outros Estados, estão buscando aqui em Paranavaí a referência para implantar um projeto completo de gestão ambiental. Estamos virando uma espécie de consultoria. Eles querem saber como fazemos para gerir aterro sanitário, coleta seletiva, trabalhar em consórcio, adequar os grandes geradores, todas essas questões que envolvem o meio ambiente. E nós estamos subsidiando essas informações para ajudar os municípios a trabalharem as questões ambientais”, explica o secretário João Marques.
Na correspondência recebida pela Semam, a engenheira agrônoma Lia Márcia Souza Marin aponta que Paranavaí está sendo recomendada como modelo inclusive por lideranças do Estado. “(...) sabemos através de indicação do Engº da Transresíduos - Thales e do [Laerte] Dudas, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, que o município de Paranavaí está de parabéns pelo avanço legal, técnico e operacional na gestão de resíduos sólidos. (...) O município da Lapa tem aterro sanitário, coleta seletiva, Associação de Catadores de material reciclável, porém somos carentes no aspecto legal e por isso gostaríamos de nos espelhar e trocar informações com quem já está avançado no tema”, aponta o documento.

Na avaliação do secretário João Marques, a implantação da legislação adequada é fundamental para o processo de gestão ambiental nos municípios. “No poder público só podemos fazer aquilo que está na Lei. Paranavaí só avançou nas questões ambientais porque em primeiro lugar nossa legislação está em dia. E para nós é muito importante agora podermos ajudar outras cidades a se adequarem e fazerem um trabalho consistente neste sentido”, ponderou.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

AGÊNCIA FRANCESA ELOGIA COOPERAÇÃO ENTRE GOVERNO E MUNICÍPIOS NA ÁREA AMBIENTAL


 
Técnicos da Agência Francesa de Desenvolvimento visitam Paranavaí para conhecer e avaliar projetos relacionados ao tratamento de resíduos sólidos.Foto: Carlito Lustosa/SEMA
  

A cooperação entre o Governo do Paraná e os municípios, voltados à formação de consórcios intermunicipais para a coleta e destinação dos resíduos sólidos no estado, chamou a atenção dos representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) que estiveram, nesta quarta-feira (22), em Paranavaí. 

Eles estão no Paraná para conhecer e avaliar projetos relacionados ao tratamento de resíduos sólidos. Em Paranavaí, visitaram o aterro sanitário da cidade e a cooperativa de catadores - ambos referência no gerenciamento do lixo e coleta seletiva. 
"Percebemos uma enorme cooperação entre os municípios e o governo do estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e da Fomento Paraná. A articulação e a sinergia são um excelente sinal para nós", declarou David Fardel, chefe da missão da Agência Francesa. 

A proposta da formação de consórcios intermunicipais está prevista no Plano de Regionalização da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos, elaborado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e apresentada para a comitiva da AFD. Os prefeitos que integram o Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica) e Consórcio Intermunicipal da APA Federal do Noroeste do Paraná (Comafen) também puderam conhecer a ação, que faz parte do programa Paraná Sem Lixões. 


O diretor da AFD em Paris disse que os consórcios aparecem como a melhor alternativa para garantir a correta destinação do lixo no Paraná. "Não há como enfrentar o desafio de tratar os resíduos em todos os municípios, especialmente nos de pequeno porte, de forma isolada. Desta forma, os consórcios são a alternativa mais viável para o poder público", afirmou David. 

A Agência Francesa poderá financiar implantação de sistemas de destinação e coleta de resíduos sólidos. Os projetos serão desenvolvidos por meio de uma linha de financiamento aprovada pela AFD para a Fomento Paraná, no valor de R$ 320 milhões. O objetivo da linha é atender projetos públicos e privados em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos. 

O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, conta que o Governo está trabalhando contra o tempo para auxiliar os municípios no cumprimento da lei federal. "O prazo para o fim dos lixões termina em agosto de 2014. A responsabilidade pelo gerenciamento os resíduos é municipal, mas estamos apresentando alternativas para a destinação, a coleta, a reciclagem e o tratamento de resíduos nas 214 cidades que ainda possuem lixão", disse Cheida. 

O coordenador de resíduos sólidos da Secretaria do Meio Ambiente, Laerty Dudas, explica que com o sistema de consórcios o número de aterros a serem implantados e os custos de implantação diminuem, adequando-se aos orçamentos dos municípios. "A destinação de rejeitos em um único ponto também facilita o acesso das associações de coletores de materiais recicláveis", reforça Dudas. 


EXPECTATIVA - O prefeito de Paranavaí, Rogério Lorenzetti, é favorável à formação de consórcios para a gestão do lixo. "É uma forma de unirmos forças para conseguirmos mais recursos e investirmos em projetos e ações para o desenvolvimento sustentável da região", acredita Lorenzetti. 

Ele conta que o Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental está somando esforços com o governo do estado em busca de soluções para os problemas de infraestrutura. "Estamos avançando muito e esta visão futurista da Secretaria do Meio Ambiente será muito importante para os municípios da região na área ambiental", mencionou. Ele disse, ainda, que a concretização da linha de crédito da Agência Francesa será vital para os municípios com baixa capacidade de investimentos. 


Além de Paranavaí, participam do Consórcio CICA os municípios de Nova Aliança do Ivaí, Mirador, São João do Caiuá, Paraíso do Norte, Alto Paraná, Santo Antônio do Caiuá, Amaporã, Guairaçá, Terra Rica, São Carlos do Ivaí e Tamboara. Já o Consórcio Comafen é composto pelos municípios de Diamante do Norte, Marilena, Nova Londrina, Porto Rico, Santa Cruz de Monte Castelo, Santa Mônica, Querência do Norte e São Pedro do Paraná. 

O assessor da presidência da Fomento Paraná, Domingos Portílio Filho, disse que as expectativas são boas. "Os representantes da AFD estão muitos satisfeitos e entusiasmados com a visita e temos boas expectativas para esta parceria que poderá surgir", avaliou Portílio. 

Participaram da visita os representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), David Fardel, Clémentine Dardy e Laure Schalchli e representantes da Fomento Paraná, Secretaria do Meio Ambiente e Instituto das Águas do Paraná. 
Fonte: Ceres Battistelli\SEMA

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

PAUTA DIA 22 – 10H30: TÉCNICOS DA AGÊNCIA FRANCESA VISITAM ATERRO SANITÁRIO E COOPERATIVA DE CATADORES DE PARANAVAÍ


O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, participa nesta quarta-feira (22), em Paranavaí, de encontro entre os técnicos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e os prefeitos que integram o Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica) e Consórcio Intermunicipal da APA Federal do Noroeste do Paraná (Comafen). 
Cheida também acompanha a visita dos representantes da Agência Francesa ao aterro sanitário de Paranavaí e Cooperativa de Catadores. A cidade de Paranavaí foi escolhida devido às ações municipais realizadas em educação ambiental, coleta seletiva, inclusão social dos catadores. O aterro sanitário da cidade também é referência nesta área. 
Os representantes da Agência estão no Paraná para avaliar projetos apresentados pelo Governo do Paraná relacionados ao tratamento de resíduos sólidos nos municípios. Um deles é o financiamento para implantação de sistemas de destinação e coleta de resíduos sólidos - de forma consorciada. Os projetos foram elaborados pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos como parte do Programa Paraná Sem Lixões. O objetivo é auxiliar os municípios paranaenses no cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
Os projetos serão desenvolvidos por meio de uma linha de financiamento aprovada pela AFD para a Fomento Paraná. O objetivo desta linha é atender projetos públicos e do setor privado no Paraná em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
Participam da visita os representantes da Agência, David Fardel, Clémentine Dardy e Laure Schalchli; e representantes da Fomento Paraná. O coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria do Meio Ambiente, Laerty Dudas, e a diretora de saneamento ambiental do Instituto das Águas do Paraná, Carla Mittelstaedt, também participam da visita. 
SERVIÇO: Visita da Agência Francesa de Desenvolvimento –Paranavaí. 
DATA: 22 (quarta-feira). 
HORÁRIOS: 
10h30: Recepção, abertura e reunião na Prefeitura de Paranavaí com prefeitos do Consórcio CICA e Comafen. 
14h00: Visita técnica ao Aterro Sanitário. 
15h30: Cooperativa de Catadores. 
Saiba mais sobre o trabalho do governo do Estado em: http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

SETOR DOS JARDINS IPÊ E SANTOS DUMONT É PRIMEIRO PREMIADO NO CONCURSO DE MELHOR SEPARAÇÃO DE RESÍDUOS

O Setor 6, que engloba os jardins Ipê e Santos Dumont, é o primeiro premiado no Concurso de Melhor Separação e Destinação de Resíduos por Setor de Coleta em Paranavaí. A escolha da região premiada foi feita através de uma nova gravimetria realizada na última semana de novembro no aterro sanitário. Agora os moradores da região poderão escolher um conjunto de benfeitorias no valor de R$ 100 mil que serão executadas nos bairros. Os recursos já estão consignados no orçamento de 2014.
Nesta primeira etapa, o concurso avaliou o setor que apresentou melhor evolução na seleção de resíduos desde a primeira gravimetria, realizada entre os dias 25 de julho e 1º de agosto, analisando os resíduos dos 11 setores atendidos pelo município. Na gravimetria de julho, o Setor 6 (Jardim Ipê e Santos Dumont) ficou em 4º lugar, evoluindo para 1º lugar na última gravimetria de novembro, com nota 9,652.
O prefeito Rogério Lorenzetti, que lançou o conceito do concurso, explicou que “no início a ideia era de dar apenas uma premiação de R$ 200 mil para o bairro vencedor. Mas resolvemos estimular ainda mais a participação da comunidade e desmembrar este valor em dois prêmios de R$ 100 mil, um agora em dezembro e outro em março, quando será realizada uma nova gravimetria. Ampliamos ainda mais o Concurso e vamos realizar mais uma etapa no final de 2014, com recursos que serão consignados no orçamento de 2015, onde vamos dar mais R$ 300 mil em benfeitorias, sendo R$ 200 mil para o 1º lugar e outros R$ 100 mil para o 2º lugar. Ou seja, no final do concurso, serão R$ 500 mil investidos em benfeitorias para os bairros de Paranavaí”.
Os moradores do setor vencedor poderão optar por um conjunto de obras ou apenas uma benfeitoria, desde que não ultrapasse o valor do prêmio de R$ 100 mil. A diretoria de Assuntos Comunitários da Secretaria Municipal de Assistência Social já está programando algumas reuniões com os preeidentes das associações de moradores dos dois bairros e com a comunidade para apresentar as opções de obras que poderão ser executadas.
Podem ser escolhidas obras de recapeamento de vias com CBUQ, drenagem e pavimentação asfáltica com rampas de acessibilidade, instalação de abrigos de ônibus, Academias da Terceira Idade, instalação de llixeiras ou redutores de velocidade (lombadas), reformas e revitalização de prédios públicos de até 250 m2, construção ou revitalização de praças, instalação de parques de diversão infantis e outras opções.
A avaliação que apontou o setor com melhor evolução na separação e destinação do lixo foi realizada com a atribuição de uma pontuação relacionada aos tipos de resíduo encontrados no aterro. O orgânico, que é um material aceitável no aterro, teve peso positivo de 2 pontos, enquanto o material contaminado, eletrônicos e de saúde, que não devem de maneira alguma ir para o aterro, tiveram peso negativo de 3 pontos. As notas foram atribuídas de 8 a 10, contando também com critérios de desempate.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

LORENZETTI BUSCA APOIO DO GOVERNO ESTADUAL PARA CONSTRUÇÃO DE NOVA CÉLULA DO ATERRO SANITÁRIO

O prefeito Rogério Lorenzetti, acompanhado do secretário municipal de Meio Ambiente, João Marques, esteve nesta quarta-feira (4), em reunião na Secretaria de Estado do Meio Ambiente Recursos Hídricos, onde foram recebidos pelo assessor Laerte Dudas.
Na oportunidade, o prefeito reforçou o pedido de formalização de convênio para a construção de uma nova célula para o aterro sanitário de Paranavaí. Ele frisou que o aterro sanitário da cidade irá, em breve, atender o total de 10 municípios da região, beneficiando assim uma população de mais de 160 mil habitantes.
“A atual célula do aterro sanitário teria vida útil até março de 2014. Como a equipe da prefeitura e a comunidade se esmeraram muito na correta separação do lixo, ganhamos mais oito meses de vida útil para o aterro”, ressaltou Lorenzetti.
Os representantes de Paranavaí foram elogiados quanto ás políticas de logística reversa de produtos recicláveis e o Programa de Coleta Seletiva do município. “Paranavaí tem sido referência na área de meio ambiente”, afirmou Dudas.
Segundo ele, trata-se de um projeto pioneiro e a solicitação será encaminhada, a pedido da Secretaria, para o programa Paraná Sem Lixões. “Vamos fazer o possível para concretizar a instalação do novo aterro com rapidez”, disse. “Se aprovado, este será o primeiro projeto para uso desta linha de financiamento que o Governo do Estado está abrindo”, concluiu.