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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL - Prefeitos discutem novas ações para o CICA

Houve a entrega de recursos que estavam pendentes por parte da Sanepar para dois municípios: São João do Caiuá e Mirador
Os prefeitos dos 12 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (CICA) estiveram ontem na sede da Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná (Amunpar) para uma reunião ordinária. 
O encontro teve apresentação de propostas e um espaço para debates. Além disso, foram apresentadas as atividades desenvolvidas pelo Consórcio, como o Projeto Educação Ambiental - preparando para o futuro, desenvolvido em 25 escolas estaduais dos municípios integrantes e a entrega de recursos da Sanepar. 
Foi apresentado que aproximadamente oito mil estudantes do 6º ao 9º ano participaram do Projeto Educação Ambiental, com a elaboração de desenhos e redações sobre o futuro do meio ambiente. 
No dia 27 de outubro será realizada a premiação dos três melhores trabalhos de cada categoria. Em ambos os casos, o 1º lugar ganha um celular e o 2º e 3º ganham um tablet. A parceria foi com o Núcleo Regional de Educação de Paranavaí (NRE). 
Outra pauta em questão foi em relação ao planejamento de novas ações do Consórcio. Para o prefeito Rogério Lorenzetti, é preciso elaborar um plano que mostre a importância do CICA e a sua utilidade na área ambiental. 
“O CICA é uma ferramenta muito importante. É um exemplo de gestão ambiental, e por isso, é preciso elaborar um projeto de como queremos o Consórcio no futuro e a sua importância, para que assim, possamos apresentar em janeiro de 2017 aos futuros governantes. Só assim o projeto continuará acontecendo com bons resultados para cada município integrante”, declarou Lorenzetti.
ENTREGA DE RECURSOS - Na ocasião, também houve a entrega de recursos que estavam pendentes por parte da Sanepar para dois municípios: São João do Caiuá (R$ 51.736,64) e Mirador (R$ 10.111,34). 
“O recurso que a Sanepar repassa aos municípios se refere a 1% do faturamento que temos na cidade em ocasião. Ele só acontece a partir do momento que o município tenha formado o Fundo de Meio Ambiente, que esteja com as contas em dia e com os contratos renovados”, esclareceu o gerente da Sanepar, Arnaldo Giovani Rech. 
Rech ainda disse que aqueles municípios que não estiverem com a documentação em dia devem procurar o CICA e fazer a regulamentação, para assim, estarem aptos a receberem. 
“Desde 2006 que estamos repassando para cada município os valores referentes ao convênio. Basicamente, a verba é destinada para a conservação de mananciais”, concluiu.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Projeto Educação Ambiental: encontros de formação para professores começam na próxima segunda

Tem início na próxima segunda-feira, dia 25 de abril, o cronograma de encontros de formação para os 148 professores da rede estadual de ensino inscritos para o Projeto Educação Ambiental. O projeto foi lançado no mês de março pelo CICA (Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental) e pelo Núcleo Regional de Educação de Paranavaí e Maringá, e será desenvolvido em 25 escolas estaduais dos municípios integrantes do Consórcio. A expectativa é de que o Projeto Educação Ambiental atinja cerca de 7.200 alunos do 6º ao 9º ano dos municípios integrantes.

O processo de capacitação dos professores acontecerá em cada cidade, para que sejam discutidos separadamente os problemas que cada município enfrenta. A ideia é disseminar e estimular a adoção dos Princípios 5Rs dos Resíduos – Repensar, Reduzir, Recusar, Reutilizar e Reciclar, além de trabalhar com os professores o material do circuito 'Tela Verde', que são vídeos sobre questões ambientais que serão debatidos em salas de aula. Por fim, O Projeto também contempla um concurso que vai escolher o melhor desenho e a melhor redação feita pelos alunos.

A formação dos professores da rede estadual de ensino terá duração de 8 horas, com a entrega dos Kits com material do projeto Circuito Tela Verde.

O Projeto Educação Ambiental tem parceria da Prefeitura Municipal de Paranavaí, Fundação Cultural de Paranavaí, Sesc, Grupo Educacional Fatecie, Coopervaí, Diário do Noroeste, deputado estadual Tião Medeiros, Panificadora Pão de Ouro, Pitta Informática, JR Sistemas, Magson, Top Limpeza, Scorpion Carrocerias e Leonardo Mateus.

Confira as datas e locais dos encontros de formação nos municípios:

quarta-feira, 17 de junho de 2015

CONSÓRCIO

Provopar de Paranavaí será ponto de coleta de lixo eletrônico durante mutirão

http://diariodonoroeste.com.br/noticia/cidades/local/68830-provopar-de-paranavai-sera-ponto-de-coleta-de-lixo-eletronico-durante-mutirao#.VYK35flViko

Nos próximos dias 25 e 26 de junho, o Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (Cica) realizará um grande mutirão para a coleta de lixo eletrônico nos 12 municípios que integram a entidade. Em Paranavaí, o ponto de coleta será na quadra do Provopar.
O e-lixo, como é chamado, é considerado um grande problema para o meio ambiente e para a saúde. “Estes produtos são constituídos por materiais que possuem metais pesados altamente tóxicos, denominados vilões silenciosos. Se descartados incorretamente, estes equipamentos possuem substâncias químicas em suas composições que podem provocar contaminação do solo, do ar e da água”, alerta o secretário executivo do Cica, João Marques. 
Entre os equipamentos que poderão ser descartados durante o mutirão estão: Aparelhos de DVD, fax, som e videogame, computadores e periféricos, aquecedores, ar condicionados, caixas de som, centrais telefônicas, máquinas fotográficas, máquinas de lavar roupa, celulares, baterias, carregadores, ferros de passar, fios, cabos, chapinhas e similares. Para o descarte de tubos de monitor de TVs e CRT (computadores) será cobrada uma taxa de R$ 5,00 (por unidade). 
O mutirão de coleta de lixo eletrônico é uma realização do Cica em parceria com a Transresíduos, Fatecie, Unespar/Fafipa, Sociedade Rural do Noroeste do Paraná, e Associação de Recicladores de Lixo Eletro Eletrônico. Para outras informações sobre pontos de coleta na região basta ligar no 3422-5157 (Cica). 

Palestra aborda compostagem como alternativa para dar destinação a resíduos orgânicos



Representantes dos 12 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (Cica) participaram nesta quarta-feira (17) de uma sequencia de palestras que tratou sobre a compostagem de resíduos urbanos, um processo que transforma lixo orgânico em adubo orgânico para ser utilizado na agricultura, jardins e plantas.
Os detalhes de como é feito todo o processo de compostagem foram explicados pelos representantes das empresas Organoeste Biotecnologia, de Campo Grande, Flávio Pereira, e da TSA (Tecnologia em Sistemas Ambientais), de Curitiba, Germano Vieira.
Segundo Pereira, além de garantir um adubo orgânico de qualidade para enriquecer o solo, o processo de compostagem também contribui economicamente com os municípios, pois garante uma maior vida útil ao aterro sanitário. “Quanto menos lixo vai para o aterro, maior a sua vida útil”, lembrou. A nova célula que está em construção no aterro de Paranavaí terá um custo estimado de R$ 1,5 milhão.
O aproveitamento do lixo orgânico, material que representa ao menos metade dos resíduos sólidos gerados por cidades brasileiras, ainda é prática rara no Paraná. Segundo levantamento da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), realizado em 2014, só 5,75% das 399 cidades do estado desenvolvem ações de manejo deste lixo por meio de compostagem.
Disposto em ampliar este número, o prefeito Rogério Lorenzetti vem incentivando, através do Consórcio, o diálogo entre empresas do setor e municípios. A ideia é viabilizar a implantação de uma usina de compostagem que futuramente possa atenda Paranavaí e os municípios da região que aqui depositam os seus resíduos.
“Graças à coleta seletiva que implantamos nesta gestão, Paranavaí ampliou drasticamente a sua coleta de lixo reciclável. Mesmo assim, sabemos que esse número ainda pode melhorar. Hoje, a cidade manda para o aterro o equivalente a 4,5 milhões de reais por ano em função de não fazer o aproveitamento correto do lixo”, destacou o prefeito.
Germano Vieira elogiou a disposição do prefeito em investir tempo e recurso em uma área que muitos gestores não dão a devida importância. “O prefeito está muito lúcido com relação ao lixo, porque o lixo não é problema se tratado adequadamente, pelo contrário, é riqueza, e nesse sentido vocês tem uma boa liderança”, frisou.
A reunião contou ainda com a participação do secretário executivo do consórcio e engenheiro agrônomo, João Marques, que realizou uma explanação sobre a problemática dos aterros sanitários.




terça-feira, 16 de junho de 2015

Cica realiza, nesta quarta, palestra sobre compostagem de resíduos urbanos

O Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica) realiza nesta quarta-feira, dia 17, mais uma reunião do seu conselho consultivo. O encontro terá início às 8h30, na sede da Amunpar, e contará com uma sequencia de palestras sobre compostagem de resíduos urbanos.
A primeira palestra, sobre unidade de tratamento de resíduos sólidos urbanos, será conduzida pelo engenheiro ambiental Eduardo Celezinski e por Germano Vieira e César Augusto Melo, da empresa TSA. A segunda palestra será sobre triagem e compostagem de resíduos sólidos, com Flávio Pereira, da empresa Organoeste. A reunião contará ainda com uma mesa redonda liderada pelo secretário executivo do consórcio e engenheiro agrônomo, João Marques, que também fará uma explanação sobre a problemática dos aterros sanitários.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

MEIO AMBIENTE

Município de Nova Esperança também deverá integrar o Consórcio Ambiental

Município de Nova Esperança também deverá integrar o Consórcio AmbientalO prefeito Gerson Zanusso (de Nova Esperança) está ultimando os entendimentos para passar a integrar o CICA até o final do ano

O prefeito Rogério Lorenzetti e o secretário executivo do Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (CICA), João Marques, estão cumprindo uma agenda de visitas aos municípios vizinhos de Paranavaí, com o intuito de convidar para a participação destes no Consórcio. Esta semana a visita foi feita aos prefeitos Ademir Mulon (Cruzeiro do Sul), que já integra o CICA, e Gerson Zanusso (Nova Esperança), que está ultimando os entendimentos para passar a integrar o CICA até o final do ano.
“A intenção é oficializar os convites aos municípios para unir forças conosco através do Consórcio e aumentar nossa representatividade para desenvolver projetos e buscar soluções conjuntas para resolver problemas pontuais comuns. Com a integração de novos municípios ao Consórcio, criamos um volume em termos de população muito importante para conquistar novos recursos", frisou Lorenzetti.
Segundo o secretário executivo do CICA, João Marques, “alguns projetos de captação de recursos governamentais exigem um mínimo de 200 mil habitantes. Quanto mais municípios tivermos participando do Consórcio, mais facilmente conseguimos captar estes recursos. Nova Esperança é um município de quase 30 mil habitantes, fica perto de Paranavaí, é um município de bom relacionamento com Paranavaí, e ter um município como este integrando o CICA é muito importante para continuarmos alavancando o desenvolvimento da nossa região”, destacou.
Sustentabilidade - O Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental foi montado inicialmente para unir os municípios vizinhos na questão do tratamento e destinação dos resíduos sólidos. “Mas a sua atuação tem sido muito mais ampla. Hoje já conseguimos desenvolver projetos para captação do ICMS Ecológico e fundos de participação governamentais, como o Fundo da Sanepar. Esses recursos já estão sendo repassados para os municípios, que agora já conseguem pagar as mensalidades do Consórcio sem onerar seus cofres públicos locais. O CICA já tem sustentabilidade financeira, gera recursos para os municípios através deste trabalho integrado e se paga sozinho”, explicou o secretário executivo.
O CICA conta hoje com 12 municípios integrantes ativos e já tem mais alguns em fase final de entendimento para integração, como é o caso de Guairaçá e Nova Esperança.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

EM REUNIÃO DO CICA, PREFEITOS RECEBEM INFORMAÇÕES SOBRE TÉCNICAS DE COMPOSTAGEM DO LIXO





Prefeitos, secretários e servidores dos municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (Cica), entre eles o presidente da entidade, o prefeito Rogério Lorenzetti, e o secretário executivo, João Marques, voltaram a se reunir nesta quinta-feira, 7, para mais uma reunião ordinária da entidade que teve, na sua pauta, a técnica de compostagem do lixo, um processo que transforma matéria orgânica em adubo orgânico.
A técnica é considerada uma espécie de reciclagem do lixo orgânico, pois o adubo gerado pode ser usado na agricultura ou em jardins e plantas.
Todas as explicações sobre técnica, custos e viabilidade do projeto foram apresentadas pelo representante da empresa Organoeste, de Campo Grande (MS), Flávio Pereira. Atualmente, a empresa desenvolve o chamado Sistema Lixo Zero (SLZ).  
“A compostagem é hoje uma das principais soluções para o lixo urbano, pois é capaz de reduzir o volume do lixo que seria destinado ao aterro sanitário, ampliando a vida útil da célula do aterro em até dez vezes”, destacou Pereira.
Segundo ele, a técnica não descarta a necessidade da coleta seletiva e da separação do lixo reciclável pela cooperativa de catadores, que inclusive foram elogiadas pelo empresário. “Paranavaí é hoje um dos poucos municípios onde eu vejo que a coleta realmente funciona”, salientou.
Para Flávio, a organização dos municípios em consórcio é uma excelente forma de resolver a questão do tratamento e destinação do lixo, que tem preocupado prefeitos de todo o Brasil. “É assim que tem que acontecer. Sem se organizar em consórcio, pequenos municípios não conseguem atingir solução para o lixo. Aterro sanitário não é a solução ideal, é um paliativo. O que estamos propondo é solucionar, e não postergar essa questão”, completou o empresário.  
DADOS - O aproveitamento do lixo orgânico, material que representa ao menos metade dos resíduos sólidos gerados por cidades brasileiras, ainda é prática rara no Paraná. Segundo levantamento da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), realizado em 2014, só 5,75% das 399 cidades do estado desenvolvem ações de manejo deste lixo por meio de compostagem. São 23 municípios, segundo Relatório de Diagnóstico do Plano de Regionalização da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos do Paraná, que possuem centros de compostagem.

terça-feira, 7 de abril de 2015

CICA BUSCA PARCERIA DE PRODUTORES PARA AMPLIAR ARRECADAÇÃO DE ICMS ECOLÓGICO EM MUNICÍPIOS DA REGIÃO



Representantes do Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (CICA) estiveram reunidos nesta segunda-feira, 6, com produtores rurais de Santo Antônio do Caiuá buscando parcerias para a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) na região. Tal medida poderá impactar positivamente na arrecadação de ICMS Ecológico pelo município, que atualmente é nula.
Segundo levantamento realizado pelo Cica, existem cerca de 260 áreas de mata nativa na região que compõe o Consórcio que podem se tornar RPPN. Destas, 15 estão no município de Santo Antônio do Caiuá.
De acordo com João Marques, secretário executivo do Cica, o O ICMS Ecológico nasceu como uma forma de compensar os municípios pela restrição de uso do solo em locais protegidos e acabou se tornando um meio de incentivar os municípios a criar ou defender a criação de mais áreas de preservação com o intuito de aumentar a arrecadação. “É um recurso que está à disposição de todos os municípios da nossa região, mas que não está sendo acessado por grande parte deles. Mandaguari, por exemplo, recebe mais de R$ 2 milhões por ano de ICMS Ecológico, enquanto Paranavaí está recebendo cerca de R$ 78 mil. Nosso objetivo é buscar a parceria desses produtores para que eles transformem essas áreas de reserva legal em RPPN e, assim, possamos ampliar a arrecadação do ICMS Ecológico, que em alguns municípios ainda é inexistente”, apontou.
O técnico do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), Doraci Ramos de Oliveira, conversou com os proprietários e esclareceu alguns pontos do projeto. “A partir do momento que se constitui uma Unidade de Conservação na categoria de RPPN, o município passa a ter direito ao ICMS Ecológico, mas também passa a ter o dever de apoiar esses proprietários na conservação dessas florestas”, detalhou Oliveira. “É um procedimento bastante simplificado, com leis são muito claras, e que beneficia os dois lados, além de toda a comunidade que terá áreas mais protegidas e um meio ambiente mais equilibrado”, completou.
Segundo ele, os benefícios para os produtores poderão vir em forma de readequação de estradas, horas máquinas para execução de curva de nível, plantio de mudas, entre outros. “O município terá um amparo legal para dar um apoio e atendimento diferenciado àquelas propriedades com RPPN, afinal, nada mais justo que esses proprietários receberem um apoio do Poder Público por ter preservado essa floresta e por estar contribuindo com a conservação do meio ambiente de toda a região”, salientou o técnico.
A reunião foi realizada no gabinete do prefeito José Alves de Almeida (Zezinho) e contou ainda com a participação do prefeito Rogério Lorenzetti, presidente do Consórcio e dono de uma propriedade rural em Santo Antônio do Caiuá.
“A nossa intenção é integrar os municípios nesse projeto, porque tudo que é feito com união tem mais força. A água é um recurso natural escasso e todos nós sabemos que ela está diretamente ligada à preservação das nossas nascestes”, observou o prefeito, que já deu início no processo de criação de uma RPPN em sua propriedade.
O prefeito Zezinho aproveitou a ocasião para parabenizar os produtores rurais do seu município que vem realizando um trabalho sério na preservação das nascentes de água. Ele salientou que a criação das RPPNs não é obrigatória por lei, e sim uma questão de escolha dos produtores, mas aproveitou para pedir a colaboração de todos no projeto.
 

terça-feira, 3 de março de 2015

“CICA É FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO PARA A REGIÃO”, APONTA MARQUES




Nesta segunda-feira (2) prefeitos e representantes dos 12 municípios que compõem o CICA (Consórcio Intermunicipal Caiuá-Ambiental) se reuniram em Paranavaí para mais uma reunião ordinária da entidade, onde foram discutidos assuntos organizacionais, a campanha de coleta de lixo eletrônico, formas de incrementar a renda dos municípios através de incentivos financeiros como o ICMS Ecológico e do recurso repassado pela Sanepar ao Fundo Municipal de Meio Ambiente.
“O Consórcio é uma importante ferramenta de desenvolvimento para a região, pois com ela conseguimos planejar os municípios para daqui 20 e até 30 anos”, afirmou o secretário executivo do Cica, João Araújo Marques.
Ele explica que, com o Consórcio, tem sido possível atender as demandas dos municípios da região e, ainda, conquistar alguns avanços. “Tem alguns recursos, como é o caso do ICMS Ecológico, que os municípios têm direito, mas não estavam acessando. Com o apoio e consultoria do Consórcio estamos conseguindo fazer com que os municípios tenham acesso a esse dinheiro”, apontou.
Segundo ele, o ICMS-e pode servir como um instrumento de estímulo à conservação da biodiversidade a partir do momento em que compensa o município pelas áreas naturais protegidas já existentes. Além disso, também contempla outros fatores como a gestão de resíduos sólidos (coleta seletiva, aterro sanitário, etc.), o tratamento de esgoto, entre outros. 
MENSALIDADE REDUZIDA – Entre as boas novas anunciadas pelo secretário executivo estava a redução no valor da mensalidade paga pelos municípios, que foi de 18%. “Com a retirada da Patrulha do Campo pelo Governo do Estado, tivemos uma redução no quadro de funcionários e, consequentemente, das despesas. Essa foi a primeira vez que vi um consórcio abaixando o valor da mensalidade, já que na maior parte das vezes o que vemos é o aumento dos custos”, ressaltou o prefeito de Paranavaí e presidente do Consórcio, Rogério Lorenzetti.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

AGRICULTURA

O serviço, executado através da Patrulha do Campo, tem garantido alívio e conforto aos proprietários lindeiros

Produtores comemoram readequação da Estrada Cristo Rei, em ParanavaíO prefeito visitou o local e avaliou positivamente a execução dos serviços e a cooperação dos proprietários lindeiros
http://www.diariodonoroeste.com.br/noticia/cidades/local/64917-produtores-comemoram-readequacao-da-estrada-cristo-rei--em-paranavai#.VM-eKJ3F8mE

“Esta estrada era péssima. Sofríamos muito com os buracos e a lama que fazia os veículos atolarem por falta de saída para escoamento da água. As pessoas que moram nesta região trabalham com produção de leite, cana, mandioca e gado e a dificuldade de acesso às propriedades nos prejudicava muito. Hoje podemos comemorar. Estamos muito satisfeitos com este trabalho excelente que foi executado já neste primeiro trecho. Melhorou demais nossa condição”, comemorou o produtor Roque de Souza Dias.
O prefeito Rogério Lorenzetti percorreu os 25 km da Estrada Cristo Rei que já foram recuperados através da Patrulha do Campo, um programa do Governo do Estado em parceria com os municípios. 
Acompanhado do secretário de Infraestrutura, Eurípedes Lemes Silva, do diretor de Fomento Agropecuário da Seagri, Alan Domiciano, e do secretário executivo do CICA (Consórcio Intermunicipal Caiuá), João Marques, o prefeito avaliou positivamente a execução dos serviços e a cooperação dos proprietários lindeiros, que participaram com a retirada das cercas de demarcação. 
“A participação dos produtores, fazendo a retirada da cerca, viabilizou a agilidade dos serviços e a perfeita execução para que hoje todos tenham uma estrada segura e transitável. Eles tiveram consciência em colaborar porque, melhor que ninguém, os produtores sabem das dificuldades e da importância de se ter uma boa estrada rural. É um serviço que, com a manutenção adequada, poderá durar até 20 anos, garantindo o escoamento da produção agrícola e o tráfego de moradores e estudantes da área rural”, destacou Lorenzetti.
Para o produtor Altair Campos, “o que nós precisamos mesmo é de pessoas que se importem com as condições das nossas estradas e se disponham em ajudar a solucionar os problemas que temos aqui. Esta administração tem mostrado que se importa com os pequenos produtores, viabilizando condições para que possamos continuar produzindo”.
O projeto inicial é de utilizar a Patrulha do Campo para readequar 57 km da Estrada Cristo Rei, que liga Paranavaí a Terra Rica. A previsão é de que o serviço para a readequação dos outros 32 km seja retomado em aproximadamente 90 dias. “Houve um entrave entre o Governo do Estado e a empresa que fornece o maquinário para a Patrulha do Campo. Mas já há negociações em andamento para um realinhamento de valores e a partir daí os serviços devem ser retomados”, explicou o prefeito.
A Patrulha do Campo que atua nos municípios do CICA (Consórcio Intermunicipal Caiuá - ambiental) já recuperou 16 km de estradas rurais em Cruzeiro do Sul, 5,5 km em São Carlos do Ivaí e 12 km em Alto Paraná. Ao todo, 14 profissionais trabalharam na primeira etapa de readequação da Estrada Cristo Rei. Além disso, a Prefeitura colocou três máquinas da Secretaria de Agricultura (Seagri) à disposição, para agilizar o trabalho.

Altair Campos: “Esta administração tem mostrado que se importa com os pequenos produtores”

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

MUNICÍPIO PLEITEIA FINANCIAMENTOS PARA CONCLUSÃO DE NOVA CÉLULA E AMPLIAÇÃO DO ATERRO SANITÁRIO


 
O prefeito Rogério Lorenzetti esteve reunido em audiência nesta sexta-feira (16), em Curitiba, com os gerentes, coordenadores e assessores da Fomento Paraná para discutir detalhes do projeto de financiamento no valor de R$ 3,5 milhões ara projetos que visam cumprir com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os recursos são de uma linha de financiamento disponibilizada pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que liberou aproximadamente R$ 140 milhões para o Paraná financiar projetos de tratamento de destinação de resíduos sólidos.
“Paranavaí foi escolhida como referência na área de gerenciamento de resíduos para uma visita da missão Francesa no início de 2014. Eles consideram a nossa cidade um exemplo para as demais cidades, tanto pela forma que conduzimos a questão quanto pela forma de organização dos municípios, através do Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental (Cica)”, salientou Lorenzetti.
Segundo o gerente de operações do Setor Público, Jorge Sebastião de Bem, pela classificação feita pelo Governo do Estado, “Paranavaí está em primeiro lugar entre os demais municípios pelo modelo ambientalmente correto com que conduz a questão do tratamento e destinação dos resíduos e também pela formação de um consórcio, que é um modelo que defendemos por dar sustentabilidade à região, evitando desperdício de espaço e dinheiro, e se adaptando a todas as práticas de preservação ambiental difundidas atualmente. A tendência para o futuro é reduzir ao mínimo a quantidade de resíduos que vai para o aterro – teríamos que chegar a apenas 10% do total – e sabemos que temos muito a caminhar para isso, mas o que vemos hoje é que Paranavaí está caminhando muito bem, se tornando inclusive destaque no estado”, declarou.
Enquanto o projeto de financiamento para ampliação do aterro e construção de novas instalações para separação dos resíduos segue em análise, Lorenzetti dá andamento em outro projeto de financiamento que está pleiteando junto ao Governo do Estado para concluir a construção de uma nova célula no aterro sanitário.
“Estamos pleiteando R$ 1,5 milhão junto ao Estado para a compra da manta que será colocada na nova célula, que já está sendo aberta. A nossa estimativa é que esta nova célula – maior que as demais - tenha uma durabilidade de aproximadamente quatro anos atendendo Paranavaí e os municípios da região que aqui depositam seus resíduos orgânicos através de convênio. Isso porque, a nossa intenção é reduzir cada vez mais a quantidade de resíduos que vai para o aterro, através do reaproveitamento dos demais materiais”, observou o prefeito.
Participaram da reunião o assessor da presidência, Mario João Figueiredo, a coordenadora do Núcleo de Projetos, Mayara Puchalski, o analista de Desenvolvimento, Gustavo Mattana, e o chefe de Gabinete da instituição, João Elias de Oliveira.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

PARANAVAÍ É INDICADA PELO ESTADO PARA TER ACESSO A FINANCIAMENTO DE R$ 3,5 MILHÕES JUNTO À FOMENTO PARANÁ

Paranavaí foi a primeira cidade do estado a ser indicada pela Fomento Paraná – instituição financeira de desenvolvimento pertencente ao Governo do Estado – para ter acesso a um financiamento no valor de R$ 3,5 para projetos que visam cumprir com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina o fim dos lixões a céu aberto até agosto deste ano. Os recursos são de uma linha de financiamento disponibilizada pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que liberou aproximadamente R$ 140 milhões para o Paraná financiar projetos de tratamento de destinação de resíduos sólidos.
Nesta terça-feira, 29, o prefeito Rogério Lorenzetti e o secretário interino de Meio Ambiente do município, Edson Hedler, participaram, em Curitiba, de uma reunião na sede da Fomento Paraná para discutir a viabilização do financiamento com recursos da AFD.
Prefeito e secretário foram recebidos pelo presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa, e pelos assessores Domingos Portilho, Mário Figueiredo e Fernando Mazon, com quem discutiram os detalhes para o encaminhamento da carta proposta de financiamento para os projetos, que deverá beneficiar todos os municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica).
“Durante a audiência fizemos uma explanação sobre as políticas adotadas na área da gestão de resíduos sólidos e que colocam Paranavaí como referência no estado, inclusive recebendo elogios dos franceses que visitaram o nosso município em janeiro. Nesta lista se destacam a coleta seletiva, a operação do nosso aterro sanitário, obedecendo todas as normas, e a formação do Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental, que permite que o município receba os resíduos de três cidades vizinhas que não contam com aterro próprio”, destacou Edson.
Segundo o secretário, se aprovado o financiamento, o município deverá utilizar o recurso para a construção de uma nova célula no aterro, ampliação da área do aterro, com aquisição de um terreno situado ao lado, e contratação de um Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Regional, que deverá atender todos os municípios do consórcio.
A carta proposta deve ser apresentada até o dia 10 de maio e será analisada por técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente. As tratativas com a Agência Francesa de Desenvolvimento para obter a linha de financiamento estão em andamento desde agosto de 2013. Uma missão da AFD virá ao Paraná em maio, quando devem ser apresentados os pedidos de financiamento.
“Estamos muito otimistas com a possibilidade desta linha de crédito, uma vez que Paranavaí foi a primeira cidade do estado selecionada para ter acesso. Isso aconteceu pelo fato do nosso município já estar bem avançado na gestão de resíduos sólidos, inclusive com um consórcio constituído. As autoridades foram unânimes em afirmar que, sem o consórcio, não haveria possibilidade de financiamento”, observou Lorenzetti.
CONSÓRCIO - O Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (CICA), de iniciativa do prefeito Rogério Lorenzetti, foi fundado no início de 2012 com o objetivo de unir forças para conseguir mais recursos e investimentos em projetos e ações para o desenvolvimento da região, em especial na área ambiental. O Consórcio é composto por dez municípios e, segundo Lorenzettti, é um modelo que funciona. “Na questão ambiental, que hoje é nosso foco principal, a união dos municípios otimiza os custos e ajuda a diminuir os impactos ambientais”, apontou.
Quando esteve em Paranavaí com a missão francesa, em janeiro deste ano, o assessor da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Laerte Dudas, afirmou que “o modelo consorciado é uma tendência mundial e algo que dá certo, principalmente quando se tem prefeitos comprometidos como é o caso do Rogério, que busca fazer de Paranavaí referência no assunto. Uma coisa é um município fazendo a coleta seletiva sozinho. Outra coisa é um grupo de vários municípios fazendo a coleta em grande escala, o que gera um maior aproveitamento e renda”, salientou o assessor na época.
Segundo ele, a linha de financiamento aprovada pela AFD tem juros bem abaixo do mercado e o objetivo do Governo do Estado é auxiliar, por meio do seu corpo técnico, os municípios para que possam elaborar bons projetos que possam ter acesso ao recurso internacional.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

CICA VAI SE CREDENCIAR PARA RECEBER RECURSOS DA AGÊNCIA FRANCESA DE DESENVOLVIMENTO


Prefeitos dos municípios que compõem o Cica (Consórcio Intermunicipal Caiuá-Ambiental) se reuniram nesta quinta-feira (24) em Paranavaí para receber informações sobre como participar do credenciamento do Consórcio para participar de uma linha de financiamento aprovada Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para a Fomento Paraná. Paranavaí recebeu a visita de uma missão da AFD em fevereiro para conhecer e avaliar projetos relacionados ao tratamento e destinação de resíduos sólidos. O município foi escolhido pelo Governo do Estado como referência no assunto.
“Para obter os recursos, o Consórcio precisa apresentar uma série de documentos que envolve o empenho de cada município, especialmente na elaboração de uma Lei Municipal em cada localidade, que autoriza a contratação do financiamento. Este financiamento tem juros abaixo do mercado e será utilizado para a elaboração, projetos técnicos e implantação do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Regional (PGIRSR), contemplando todos os municípios do Cica, além da ampliação do aterro sanitário de Paranavaí e a implantação de uma usina de compostagem para resíduos orgânicos, que passará a ser uma exigência do Ministério Público em 2015”, explicou o secretário de Meio Ambiente de Paranavaí, Edson Hedler.
A AFD está liberando recursos na ordem de R$ 320 milhões para a Fomento Paraná. Os recursos vão atender projetos públicos e do setor privado de todo o Estado que buscam cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina o fim dos lixões a céu aberto até agosto de 2014. São projetos de elaboração de aterros sanitários e outras soluções para a gestão dos resíduos sólidos nos municípios. Das 399 cidades paranaenses, 214 ainda destinam inadequadamente os resíduos — destas, 166 foram notificados pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná).
Na avaliação do prefeito Rogério Lorenzetti, que preside o Consórcio, “o Cica tem grande vantagem porque já foi elaborado para atender facilmente até estas questões de financiamentos de recursos junto ao Governo Estadual. A participação dos municípios é proporcional ao número de habitantes. É um modelo que funciona. Na questão ambiental, que hoje é nosso foco principal, a união dos municípios otimiza os custos e ajuda a diminuir os impactos ambientais. A cobrança por parte do Ministério Público com relação ao gerenciamento de resíduos vai ser grande, e se não fosse esta estrutura de Consórcio que vivemos hoje, seria muito complicado para cada município resolver seus problemas com a destinação do lixo sozinho”, ponderou.
Os prefeitos dos municípios que compõem o Cica ainda fizeram uma Assembléia Geral para discutir assuntos de administração interna do Consórcio.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

PARANAVAÍ SERVE DE REFERÊNCIA PARA MUNICÍPIO DA REGIÃO QUE BUSCA REGULARIZAR GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS



Nos últimos meses, Paranavaí recebeu a visita de representantes de diversos municípios da região interessados em aderir ao Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica) com o objetivo de regularizar a situação do descarte de resíduos sólidos e cumprir com a Lei Nacional 12.305. Nesta sexta-feira (4), foi a vez dos representantes do município de Sertanópolis (região de Londrina) se reunirem com as autoridades locais para buscar informações para a criação de um consórcio naquela região.
Na ocasião, eles foram recebidos pelo secretário interino de Meio Ambiente, Edson Hedler, e os secretário Nivaldo Mazzin (Governo), Osmar wessler (Agricultura) e Jorge Roberto Pereira da Silva (Comunicação Social).
“Participamos de uma reunião nesta semana em Apucarana, com o coordenador de Resíduos Sólidos da Sema, Laerte Dudas, e a cidade de Paranavaí foi citada inúmeras vezes como exemplo na gestão de resíduos sólidos. Como nossa intenção é criar um consórcio na nossa região, resolvemos vir até aqui buscar informações com os responsáveis pelo setor”, explicou o prefeito de Sertanópolis, Aleocídio Balzanelo.
Pela Lei, após agosto de 2014 o Brasil não poderá mais ter lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Além disso, os resíduos recicláveis não poderão ser enviados para os aterros sanitários e os municípios que desrespeitarem a norma podem ser multados.
Além de Sertanópolis, Jardim Olinda, Paranapoema, Itaguajé, Presidente Castelo Branco e Floraí também já buscaram informações referentes ao Cica.
COMO FUNCIONA - O CICA foi fundado no início de 2012 com o objetivo de unir forças para conseguir mais recursos e investimentos em projetos e ações para o desenvolvimento da região, em especial na área ambiental. O consórcio é composto por dez municípios, sendo que três deles (Tamboara, Mirador e São Carlos do Ivaí) já descartam seus resíduos sólidos no aterro de Paranavaí. Através do convênio, eles descartam exclusivamente seus resíduos orgânicos com um custo aproximado de R$ 70,00 por tonelada. O transporte, entrega e descarregamento no aterro são de responsabilidade dos próprios municípios.

quinta-feira, 27 de março de 2014

TÉCNICOS DA CODAPAR FAZEM AVALIAÇÃO POSITIVA SOBRE UTILIZAÇÃO DA PATRULHA DO CAMPO NO CICA

 
"Há 20 anos, a preocupação em termos de desenvolvimento era de dividir os territórios, emancipar os municípios, criar esta divisão de autonomias. Hoje a realidade se inverteu. Os municípios estão se unindo para trabalhar juntos pelo desenvolvimento regional. A força política é maior, a conquista de benefícios também. O CICA (Consórcio Intermunicipal Caiuá Ambiental) está indo muito bem, especialmente porque tem estendido seu trabalho além da atuação da Patrulha do Campo. É um dos consórcios mais comprometidos que acompanhamos”, avaliou o diretor de Desenvolvimento da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), Jair Pedro Vendruscolo.
Vendruscolo e os técnicos da Codapar, Mauro César Bellanda (técnico agrícola), Ângelo Marioto (agrônomo) e Adilson Demitto (gerente), participaram de uma reunião de trabalho do CICA na última quarta-feira (26) em Alto Paraná, e aprovaram com nota máxima a utilização dos equipamentos da Patrulha do Campo nos municípios que compõem o Consórcio. “A Codapar está fazendo visitas aos locais onde está sendo utilizada a Patrulha do Campo para levantar as dificuldades, problemas e tentar solucionar as questões para melhor atuação nos municípios. Aqui no CICA a utilização da Patrulha está sendo produtiva e as estradas que já foram executadas e que estão em execução, estão ficando perfeitas para o trânsito dos produtores rurais e alunos destas regiões”, apontaram os técnicos.
A reunião do CICA contou a presença de prefeitos e representantes dos municípios de Mirador, Santo Antônio do Caiuá, São João do Caiuá, Paranavaí, Alto Paraná, São Carlos do Ivaí, Cruzeiro do Sul Paranacity, Itaguajé e Jardim Olinda.
Economia para os municípios – Segundo levantamento feito pela Codapar, a recuperação de 1km de estrada rural custaria para os municípios entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, em média. Com a formação do Consórcio e a atuação da Patrulha do Campo, este custo cai para aproximadamente R$ 4.300,00 por quilômetro executado.
“Se o nosso município tivesse que arcar com todas as despesas para recuperar as estradas rurais, seria impossível para nós fazer o serviço. Cruzeiro do Sul foi o primeiro município do CICA a receber a Patrulha do Campo. Participamos da fase experimental, foi necessário ajustar várias questões. Do total de quilômetros recuperados, 7km foram executados com cascalho e aí tivemos um custo maior pois tínhamos que buscar o material a 40km de distância. Também não tínhamos ainda a regularização da mão-de-obra que o Consórcio está fazendo, e por isso arcamos com 80% dos gastos com os operadores de máquinas, motoristas, etc. Ainda assim tivemos um gasto total de R$ 150 mil para recuperar 18km de estradas. Sem o Consórcio e a Patrulha, nós gastaríamos entre R$ 600 mil e R$ 900 mil para executar o serviço. O município jamais teria condições de fazer isso”, comentou o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ademir Mulon.
O prefeito ainda complementou que a recuperação das estradas não beneficia apenas os moradores da zona rural. “Toda a população é beneficiada. A cidade cresce, se desenvolve. O escoamento da produção entre municípios fica facilitado. Há uma integração regional. Tivemos um retorno muito bom com a recuperação das estradas rurais de Cruzeiro do Sul. A comunidade ficou muito satisfeita”, frisou Mulon.
Para o prefeito de Alto Paraná, Cláudio Golemba, “a Patrulha é um marco do CICA. A Prefeitura investe no combustível e com mão de obra, mas vale a pena. Estamos quase concluindo 10km de estrada recuperadas e a diferença é visível. Em 20 anos só víamos o município passando patrola, consertando os estragos a cada chuva, fazendo o paliativo. Com o serviço da Patrulha do Campo, vamos ter estradas transitáveis em perfeitas condições por mais uns 20 anos”.
Segundo a Codapar, em 6 meses de implantação do projeto Patrulha do Campo no Estado do Paraná, já foram recuperados 2 mil quilômetros de estradas rurais, beneficiando 180 mil trabalhadores rurais, 25 mil proprietários de áreas rurais, 20 mil estudantes e qualificando mais de 700 operadores de máquinas.
A Patrulha do Campo que está atuando nos municípios do CICA já recuperou 18km de estradas rurais em Cruzeiro do Sul, 5,5km em São Carlos do Ivaí e está agora recuperando 10km de estradas em Alto Paraná. O próximo município do Consórcio a receber a Patrulha será Paranavaí.
O prefeito Rogério Lorenzetti e o secretário de Meio Ambiente de Paranavaí, João Marques, também participaram da reunião. Na sequencia, eles visitaram a estrada de acesso ao distrito de Santa Maria, no trecho que está sendo recuperado pela Patrulha do Campo.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

“A GESTÃO AMBIENTAL DE PARANAVAÍ SE TORNOU UM MODELO DE CONSULTORIA PARA OUTROS MUNICÍPIOS”, AVALIA SECRETÁRIO

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) recebeu esta semana mais uma correspondência com pedido de orientações sobre a formação de consórcios ambientais, fiscalização dos grandes geradores de resíduos e outras informações sobre a legislação para os trabalhos de gestão ambiental. Desta vez foi a Secretaria de Agropecuária e Meio Ambiente do município de Lapa-PR que buscou em Paranavaí a referência para os trabalhos.
“Gestores de várias cidades paranaenses como Foz do Iguaçu, Guarapuava e Lapa, além de alguns de outros Estados, estão buscando aqui em Paranavaí a referência para implantar um projeto completo de gestão ambiental. Estamos virando uma espécie de consultoria. Eles querem saber como fazemos para gerir aterro sanitário, coleta seletiva, trabalhar em consórcio, adequar os grandes geradores, todas essas questões que envolvem o meio ambiente. E nós estamos subsidiando essas informações para ajudar os municípios a trabalharem as questões ambientais”, explica o secretário João Marques.
Na correspondência recebida pela Semam, a engenheira agrônoma Lia Márcia Souza Marin aponta que Paranavaí está sendo recomendada como modelo inclusive por lideranças do Estado. “(...) sabemos através de indicação do Engº da Transresíduos - Thales e do [Laerte] Dudas, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, que o município de Paranavaí está de parabéns pelo avanço legal, técnico e operacional na gestão de resíduos sólidos. (...) O município da Lapa tem aterro sanitário, coleta seletiva, Associação de Catadores de material reciclável, porém somos carentes no aspecto legal e por isso gostaríamos de nos espelhar e trocar informações com quem já está avançado no tema”, aponta o documento.

Na avaliação do secretário João Marques, a implantação da legislação adequada é fundamental para o processo de gestão ambiental nos municípios. “No poder público só podemos fazer aquilo que está na Lei. Paranavaí só avançou nas questões ambientais porque em primeiro lugar nossa legislação está em dia. E para nós é muito importante agora podermos ajudar outras cidades a se adequarem e fazerem um trabalho consistente neste sentido”, ponderou.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

MUNICÍPIOS DA REGIÃO BUSCAM ADESÃO AO CICA PARA REGULARIZAR DESCARTE DE RESÍDUOS SÓLIDOS


O prefeito Rogério Lorenzetti recebeu em audiência, nesta quarta-feira (12), os prefeitos Juraci Paias da Silva (Jardim Olinda) e Leorides Navarro (Paranapoema), e o secretário de Administração de Itaguajé, Camilo Cossito, que estão buscando informações para aderir ao Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica) tendo em vista as dificuldades enfrentadas pelos municípios na correta destinação dos resíduos sólidos.
“Tenho grande interesse em aderir ao Consórcio a fim de resolver a situação do descarte dos resíduos sólidos em meu município e atender as determinações do Programa Paraná Sem Lixões, que visa a eliminação dos lixões do Estado até o final de 2014. Essa é uma situação que já vem se arrastando há, pelo menos, 40 anos e inclusive já fomos notificados pelo IAP”, comentou Leorides.
Atualmente, Paranavaí já é responsável pelo recebimento de resíduos orgânicos de outros três municípios da região: Tamboara, Mirador e São Carlos do Ivaí. Através do convênio, eles descartam exclusivamente seus resíduos orgânicos no aterro sanitário de Paranavaí, com um custo aproximado de R$ 70,00 por tonelada. O transporte, entrega e descarregamento no aterro são de responsabilidade dos próprios municípios.
“Sabemos que a maioria dos municípios não tem estrutura para construir e manter um aterro próprio em razão do seu custo elevado e esse convênio, tanto quanto o consórcio, vem para ajudar a resolver essas e outras questões. Sem falar que com estes convênios Paranavaí estreita as relações com os municípios vizinhos e age para proteger o meio ambiente e os nossos mananciais hídricos, diminuindo os riscos de contaminação do lençol freático, já que o problema do lixo não obedece limites geográficos”, comentou Lorenzetti.
RECICLAR É PRECISO - O prefeito aproveitou para reforçar, junto aos demais gestores, sobre a necessidade da implantação da coleta de lixo seletiva, a fim de garantir maior vida útil ao aterro sanitário.
Segundo dados do estudo gravimétrico realizado pelo município em 2013, mais de R$ 4,5 milhões em materiais recicláveis são despejados no aterro sanitário da cidade todos os anos. Por mês, duas toneladas de resíduos que poderiam ser reaproveitados vão para o aterro, um desperdício de R$ 372 mil por mês. O estudo apontou ainda que 34% dos resíduos que são jogados fora pela população poderiam ser reciclados.
“Quanto maior a quantidade de materiais recicláveis que chegam ao aterro, menor a vida útil deste espaço e mais precoce será o investimento na construção de uma nova célula, que custará ao município cerca de R$ 2 milhões”, apontou Lorenzetti.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

INICIATIVAS AMBIENTAIS TORNAM PARANAVAÍ REFERÊNCIA NO ESTADO E A CREDENCIA A RECEBER RECURSOS INTERNACIONAIS


Uma missão da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) esteve em Paranavaí nesta quarta-feira (22) para conhecer e avaliar projetos relacionados ao tratamento e destinação de resíduos sólidos. O município foi escolhido pelo Governo do Estado como referência no assunto e tem a chance de ser credenciado para ter acesso a uma linha de financiamento aprovada pela AFD para a Fomento Paraná.
“A AFD está presente no Brasil há muitos anos e quer ser vista como uma parceira de longo prazo. Nosso objetivo com essa missão é servir ao Brasil e aos desafios que estão se apresentando na questão do tratamento e destinação de resíduos sólidos”, afirmou David Fardel, líder do projeto e responsável pela Divisão de Instituições Financeiras da AFD.
Ao todo serão R$ 320 milhões para todo o estado e o objetivo é atender projetos públicos e do setor privado que visam cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina o fim dos lixões a céu aberto até agosto de 2014. Dos 399 municípios paranaenses, 214 ainda destinam inadequadamente os resíduos — destes, 166 foram notificados pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná).
O grupo, que foi recebido pelo prefeito Rogério Lorenzetti em seu gabinete de trabalho, visitou o aterro sanitário, construído em 2003, e que serve de modelo para o estado. No local, os visitantes conheceram um pouco mais sobre o sistema de células impermeabilizadas e como o serviço de coleta seletiva de lixo tem permitido aumentar a vida útil do aterro.
“Quando construímos esse aterro, em 2003, a vida útil prevista era de 20 anos. Hoje estamos com 10 anos de uso e ainda não ocupamos 50% do espaço. Isso aconteceu graças a nossa coleta seletiva, que vem se fortalecendo a cada dia”, destacou Edson Hedler, diretor de Gestão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Além de Paranavaí, outros três municípios da região (Tamboara, Mirador e São Carlos do Ivaí) utilizam o aterro da cidade por meio de convênio. Isso só foi possível graças à criação do Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (CICA), de iniciativa do prefeito Rogério Lorenzetti, fundado no início de 2012 com o objetivo de unir forças para conseguir mais recursos e investimentos em projetos e ações para o desenvolvimento da região, em especial na área ambiental.
“O modelo consorciado é uma tendência mundial e algo que dá certo, principalmente quando se tem prefeitos comprometidos como é o caso do Rogério, que busca fazer de Paranavaí referência no assunto. Uma coisa é um município fazendo a coleta seletiva sozinho. Outra coisa é um grupo de vários municípios fazendo a coleta em grande escala, o que gera um maior aproveitamento e renda”, observou Laerte Dudas, assessor da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos
“Hoje, um município do porte de Paranavaí precisa de R$ 70 a 80 mil por mês para operar o aterro. Juntos, os municípios conseguem otimizar esse custo e impactar o menos possível o meio ambiente. O planeta é um só e os danos causados pelo mau gerenciamento do lixo não respeita limites geográficos. Os franceses já solucionaram a questão no país deles e agora procuram ajudar o planeta como um todo”, completou Dudas.
Segundo ele, a linha de financiamento aprovada pela AFD tem juros bem abaixo do mercado e o objetivo do Governo do Estado é auxiliar, por meio do seu corpo técnico, os municípios para que possam elaborar bons projetos que possam ter acesso ao recurso internacional. “Esse é um momento de conquista. Os R$ 320 milhões estavam passando pelo Brasil e o Governo do Paraná, através do Plano Estadual para a Gestão Integrada e Associada de Resíduos Sólidos Urbanos conseguiu chamar a atenção dos franceses. Agora que este recurso já está garantido para o estado, precisamos mostrar capacidade e projetos de qualidade para ter acesso a ele”, apontou o assessor.
Para Lorenzetti, a visita da comitiva é sinal de que o município vem fazendo a tarefa de casa corretamente. “É sinal que estamos caminhando na direção certa. A união entre os municípios produziu o CICA, que está possibilitando a vinda dos recursos, e o que se pretende montar aqui é um projeto modelo para o estado e para o país. Acredito que essa iniciativa vai dar bons frutos para toda população do Noroeste do Paraná, visando proteger o meio ambiente, os nosso mananciais aqüíferos e dar solução a um projeto que hoje afeta todos os municípios que é a destinação do lixo urbano”, declarou o prefeito. 
“Os franceses ficaram bem impressionados com aquilo que viram e a chance de termos um resultado positivo é grande. Claro que isso depende agora de analises técnicas, de capacidade financeira dos municípios, que não é uma coisa simples, mas acredito que podemos obter êxito em um setor que é muito importante que é o do meio ambiente”, concluiu Lorenzetti.
A comitiva visitou ainda a Área de Preservação Ambiental onde participou de um almoço na Fazenda Alvorada e conheceu o prato típico do município, a Costela ao Fogo de Chão. Logo em seguida o grupo participou de uma reunião do Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica), no auditório da Aciap, e encerrou a agenda com visitas a locais que trabalham com a separação do lixo reciclável.
SOBRE A MISSÃO – A delegação é composta por três membros da AFD: David Fardel (líder do projeto/Divisão de Instituições Financeiras), Clémentine Dardy (Divisão de Desenvolvimento Urbano) e Laure Schalchi (Gerente de Projetos/Escritório AFD Brasília), além de consultores, tradutor, representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e da Fomento Paraná.

Durante a passagem por Paranavaí, a visita do grupo também foi acompanhada por secretários municipais – entre eles João Marques, do Meio Ambiente –, representantes do Instituto das Águas, Instituto Ambiental, Sanepar, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Paranacidade, Fomento Paraná e Câmara Municipal, representada na ocasião pelo seu presidente, Mohamad Smaili. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

MISSÃO FRANCESA VISITA PARANAVAÍ NESTA QUARTA-FEIRA

Paranavaí recebe nesta quarta-feira (22) a visita de uma missão da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) que chegou ao Paraná na segunda feira (20) para avaliar um conjunto de projetos apresentados pelo Governo do Estado para apoiar políticas de tratamento de resíduos sólidos nos municípios. Paranavaí será a primeira cidade do estado a receber projeto piloto na área ambiental financiado pela AFD.
Às 10 horas o grupo será recebido pelo prefeito Rogério Lorenzetti em seu gabinete de trabalho. Na seqüência, a comitiva visita o aterro sanitário e a APA (Área de Preservação Ambiental). Às 14 horas a comitiva participada de uma reunião do Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental (Cica) na Aciap e logo em seguida participa de visitas a locais que trabalham com a separação do lixo reciclável.
O Consórcio Intermunicipal Caiuá – Ambiental foi criado há aproximadamente dois anos com o objetivo de unir forças para conseguir mais recursos e investir em projetos e ações para o desenvolvimento da região, inclusive financiamentos internacionais. Isso significa que, ao invés de tratar de projetos separadamente com cada município, os governos Federal e Estadual podem negociar diretamente com a entidade, que tem mais representatividade e força política.
SOBRE A MISSÃO – A delegação é composta por três membros da AFD: David Fardel (líder do projeto/Divisão de Instituições Financeiras), Clémentine Dardy (Divisão de Desenvolvimento Urbano) e Laure Schalchi (Gerente de Projetos/Escritório AFD Brasília), além de consultores, tradutor, representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente – incluindo o secretário Luiz Eduardo Cheida - e da Fomento Paraná.
O grupo ficará no Paraná até a próxima semana discutindo projetos relacionados ao tratamento de resíduos sólidos em encontros com técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Instituto das Águas, Instituto Ambiental, Sanepar, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Paranacidade, que integram o Comitê Gestor do Programa Paraná Sem Lixões, além da própria Fomento Paraná.
Os projetos serão desenvolvidos por meio de uma linha de financiamento aprovada pela AFD para a Fomento Paraná, no valor de R$ 320 milhões. O objetivo desta linha é atender projetos públicos e do setor privado no Paraná para cumprir à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina o fim dos lixões a céu aberto até agosto de 2014.

MISSÃO FRANCESA AVALIA PROJETOS PARA TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NO PARANÁ


Uma missão da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) chegou ao Paraná nesta segunda feira (20) para avaliar um conjunto de projetos apresentados pelo Governo do Paraná para apoiar políticas de tratamento de resíduos sólidos nos municípios. David Fardel, Clémentine Dardy e Laure Schalchli foram recebidos na Fomento Paraná pelo presidente da instituição, Juraci Barbosa, e membros da diretoria, e com o presidente do Instituto das Águas, Márcio Nunes. 

Nos próximos dez dias, a Fomento Paraná e a AFD irão trabalhar na preparação para desenvolver os projetos em encontros com técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Instituto das Águas, Instituto Ambiental, Sanepar, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Paranacidade, que integram o Comitê Gestor do Programa Paraná Sem Lixões. O grupo também fará visita ao município de Paranavaí, onde poderá ser desenvolvido o primeiro projeto. 

Os projetos serão desenvolvidos por meio de uma linha de financiamento aprovada pela AFD para a Fomento Paraná. O objetivo desta linha é atender projetos públicos e do setor privado no Paraná para cumprir à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina o fim dos lixões a céu aberto até agosto de 2014. 
De acordo com David Fardel, que é diretor da AFD em Paris, e lidera o projeto, além de conhecer o funcionamento da Fomento Paraná e detalhar o desenho financeiro da operação, a missão tem o objetivo de verificar in loco os projetos e políticas públicas desenvolvidas pelos órgãos de meio ambiente para tratamento de resíduos sólidos no estado. Segundo ele, a AFD está bastante mobilizada para este projeto de financiamento com a Fomento Paraná e o tamanho e a duração da atual missão é uma comprovação desse interesse. 

“A AFD quer ser vista como uma parceira de longo prazo. Vamos procurar compreender todas as necessidades e fazer todo o esforço para atender aos imperativos do projeto e implantar esta linha de financiamento da maneira mais rápida e programática possível”, afirmou Fardel. 

O presidente da Fomento Paraná fez uma breve apresentação da trajetória da instituição e de seu papel no apoio ao desenvolvimento dos municípios, por meio de ferramentas como o Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU) e o Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE). Ele também falou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo governador Beto Richa na área ambiental nos últimos anos, entre os quais se destaca o Programa Paraná Sem Lixões, que passa a contar com a importante parceria da Agência Francesa de Desenvolvimento. 

LIXO — De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE), em média, cada brasileiro produz 1,1 quilograma de lixo por dia. São coletadas diariamente 188,8 toneladas de resíduos sólidos no país. Desse volume, em 50,8% dos municípios o destino desses resíduos é inadequado, sendo encaminhados para 2.906 lixões. Em apenas 27,7% das cidades o lixo vai para os aterros sanitários e em 22,5% delas, para os aterros controlados. 

No Paraná são geradas 20 mil toneladas de lixo diariamente e 92,6% desse volume é produzido por 86 cidades, que abrigam uma população de 8 milhões de habitantes. Dos 399 municípios paranaenses, 214 ainda destinam inadequadamente os resíduos — destes, 166 foram notificados pelo IAP